Nós batemos, elas apanham e todos gozamos

T P M

Testado Pelas Mulheres

  Vocês já devem estar cansadas de esperar... Mas garantimos que vai valer a pena!

Estávamos caprichando na produção pra receber a nossa vítima – isto é, o nosso primeiro entrevistado. Afinal não é todo dia que as mulheres do BaGGoz ficam cara a cara com um homem desses. E aí você sabe como é... Produção desse estilo precisa de cuidado (e até de um fim-de-semana no spa porque o moço não gosta de gordinhas). Foram dias e dias de cabeleireiro, manicura, prova de roupas (apesar de algumas amigas insistirem que o mínimo é o máximo numa oportunidade dessas).

Ah! E teve também a preparação do ambiente para recebê-lo. Você está achando que montamos uma masmorra para essa entrevista? Negativo. Recepcionamos o moço (ele diz que é velho só pra disfarçar... Tá enxutérrimo!) no cofre da matriz da H.Stern, lá no centro da cidade do Rio de Janeiro. Um ambiente lindo, cheio de jóias, ouro e brilhantes!!! Quem sabe assim não ficava mais inspirado... Vamos conferir se valeu?


TPM - Parece que o Carcereiro é uma figura tão antiga na sala fetiches quanto às pirâmides no Egito. Conta pra gente como surgiu a figura do Carcereiro e como se deu a sua chegada lá na fetiches. Quem já estava marcando presença? (ops! Cuidado com o que vai dizer... não entregue a idade das amigas da Hatshepsut que você conhece desde aqueles tempos...)

Carcereiro – Boa pergunta!

Sendo eu já entrado em anos (sem trocadilhos, por favor) lembro apenas vagamente de alguns nicks mais significativos, em 1997... Meados do ano, final, por ai. Mestre, Doidinha, fulaninha, LIZ(?), Patrici@... Haviam outros, claro.

Mas eu usava o nick “RRobinHood”, vindo da sala “pulando a cerca”... Vejam só... E, como neófito, fui solenemente ignorado por todos. Então, para me destacar da multidão e já que uma moça havia se interessado, fizemos um contrato de escravidão e eu criei o website “Página de Escravos” (era o nome original) para fazer o registro e expô-lo ao público.

Após isso, aposentei o saiote verde, peguei a capa preta e consegui, a duras penas, sair do anonimato.

A figura do Carcereiro foi criada com o pensamento naquele que toma conta das escravas, das ofertas de submissão e, em particular, dos Contratos de Escravidão. Poderia ter usado o nome “Feitor”, talvez até mais adequado, mas esse nick já estava em uso por outras pessoas e, portanto, vulgarizado.

E, antes que alguém pergunte, os Contratos e ofertas são, todos, enviados por pessoas que os fazem, nenhum foi “inventado” por mim para criar a aura em torno deles e podem ser vistos no endereço http://carcereiro.110mb.com

TPM - Tirando o fato de que seu bolso fica protegido no mundo virtual, já que pode distribuir coleiras de brilhantes à vontade (todas virtuais, logicamente!), o que mais te leva à fetiches hoje?

Carcereiro - Bem, antes da resposta, uma consideração sobre a pergunta: não tenho essa figura da “coleira virtual”. A coleira, quando é colocada na dama, é sempre real, de pet-shop mesmo. Voltando à pergunta: os amigos e os bons papos são a melhor motivação. Lá eu brinco, cutuco as pessoas, ajudo na zorra, me divirto.

Freqüentava as salas de casados, com uma parceira excelente, mas resolvi não voltar lá, por uns tempos, pois os papos ficaram meio chatos e mais superficiais.

Na fetiches encontram-se pessoas divertidas... E muitas são mentalmente excepcionais.

TPM - Mentalmente excepcionais? Curiosa essa definição... Podemos pensar num hospício ou num reduto de superdotados. Qual seria o seu voto?

Carcereiro - Pergunta interessante, essa. De fetichista e louco, todos temos um pouco? Nem um extremo, nem outro. Mas existem pessoas de raciocínio muito rápido, com uma veia de humor agradável, outras ferino e sarcástico, que compõem bem todo o ambiente. Afinal... Todos ficamos horas diante de um micro olhando aquela tela por alguma razão especial.

TPM – Dentro dessa excepcionalidade que você mencionou anteriormente, o que uma mulher deve te mostrar para você se interessar por ela nos primeiros 15 minutos de conversa pela telinha?

Carcereiro - Ela Não dizer “me prende” ou “me bate”.

Conversar com bom humor, bom assunto, rapidez de raciocínio, ser diferente do usual...

Idade mental compatível, idade cronológica adequada.

TPM – Nossa! Quantos pré-requisitos. Dessa maneira fica complicado. Conta pra gente qual é o maior pecado, o que te faz sair correndo na terceira linha de uma conversa? Ou querer trancar a mulher na solitária e jogar a chave fora?

Carcereiro - Obviamente, o reverso dos acima, a grosseria, escatologia, tentar interferir nas outras conversas que eu eventualmente tenha.

A frase “o que faço para pertencer ao Senhor?” é mortal.

TPM – Vamos facilitar as coisas pras meninas, afinal essa é a nossa proposta básica: dar as dicas. Já que você é um tipo tão exigente qual a melhor abordagem pra chegar junto do Carcereiro?

Carcereiro – (risos...) Pô, essa é braba, gente!

Até parece que eu me faço de figurinha difícil! Se dei essa impressão, que me perdoem os amigos e amigas!

Mas não existe uma resposta única, definitiva, para isso, nem para mim, nem para qualquer outra pessoa, pois depende do humor da gente no dia em questão.

Eu converso com qualquer pessoa (sem restrições a sexo, orientação sexual ou orientação fetichista) que seja educada, alegre, sem grosserias e procure um bom papo, preferencialmente no aberto embora, em alguns casos, fique no reservado se a abordagem for realmente interessante ou se a sala estiver com muita zoeira.

TPM - Você está nos enrolando! Mas tudo bem... Afinal o Carcereiro não é um homem comum. A capa, o chicote, as coleiras são uma performance virtual de alto impacto. Diz pra gente, aqui no pé do ouvido, como é no real – o olho no olho – como o Carcereiro faz pra conquistar uma escrava, já que fica complicado sair arrastando esses acessórios pelas ruas do centro do Rio?

Carcereiro - Olha... O meu enfoque é meio diferente com relação aos termos usados.

Conquistar é uma atividade preparatória, onde o homem e a mulher se afinam, discutem seus gostos e, eventualmente, chegam à conclusão que deve ter um “pele com pele”.

De maneira que, quando se chega ao olho-no-olho, a conquista, de parte a parte, já está feita, faltam somente os... Digamos... Acertos finais. Sentir o cheiro, por assim dizer... E pode dar errado, eventualmente.

Quanto aos acessórios, eu basicamente sempre ando com eles, são as minhas mãos e meu cinto (jamais saia de casa sem eles, meu lema). Claro que tenho um dispositivo de criação e fabricação próprias, para acorrentar sexualmente a parceira (é de uso individual, meio que feito sob medida), e esse vai pra maleta em ocasiões especiais, junto com a cordinha de algodão e, claro, uma coleira adquirida especialmente para a dama.

Mantenho o bom-gosto essencial, sem excessos, sem agressões, com respeito aos limites, como toda pessoa madura. E, for the record, eu não uso o termo “escrava”.

TPM – Não usa o termo escrava? Interessante isso. Haveria um termo mais apropriado ou talvez mais cortês, já que o Carcereiro está se mostrando um sedutor?

Carcereiro – Eu procuro evidenciar a separação entre a realidade e a fantasia, tratando com extremo respeito as parceiras, de maneira que uso mais esse termo, “parceira”.

TPM – Aliás, o seu charme é reconhecido por nove em cada 10 mulheres maravilhosas da sala, mas também sabemos que você tem uma espécie de cardápio básico - uma seleção de amigas que depois de um certo tempo se tornam quase “irmãs”. A conversa passa a ser, então, uma prática sedutora sem conotações sexuais. Como o Carcereiro faz pra variar o cardápio e reinvestir na lenda que se criou em torno da figura? Conta baixinho, só pra gente, você troca de nick de vez em quando?

Carcereiro - Bem, eu não troco de nick, pra início de conversa. Muito, muito eventualmente fico de Anônimo, lendo a tela rolar, enquanto converso no ICQ ou quando estou aborrecido com alguma coisa da sala ou com alguém.

Essa variação de cardápio é espaçada, gente. Eu prezo a qualidade e não a quantidade, sendo extremamente seletivo. Prefiro a relação de médio ou longo prazo.

O atrativo do nick é o que chama a atenção das moças mais afoitas, realmente, ativando-lhes as fantasias. Eu, jamais, por política (a gente aprende), assedio alguém. Até brinco quando existe um nick novo e criativo na sala, mas não assedio.

TPM – Será que o medo do processo por assédio sexual chegou até a sala? Mas aqui você não corre perigo, pelo menos não esse. Falando de perigos ou da ausência deles, as mulheres querem saber se o Carcereiro gosta de coisas comuns, tipo pipoca, cinema, papai/mamãe? Pra variar um pouco... E descansar os braços, afinal o chicote começa a pesar depois de tanto tempo...

Carcereiro - Adoro, gente... E, se não colocarem a pipoca lá no meio, fica até melhor.

Mas uma bala HALLS... Bem, isso é outro papo. Ah... E BNB, claro. Curto conversas, chope, mastiguinhas, etc. O amendoim é uma coisa essencial, claro.

TPM - Pipoca, amendoim e bala Halls, taí gente, aos poucos vamos pegando os segredos do moço. E o famoso BNB do Carcereiro – que dizem é o grande diferencial! (Peraí meninas, vamos terminar a entrevista primeiro e depois organizar a fila pra provar). Poderíamos dizer que aí estaria a diferença entre um homem e um dominador?

Carcereiro - Essa é uma coisa complicada, as percepções variam.

Passa pela maturidade, pela percepção da parceira, pelo jogo. Nem toda mulher com quem me relaciono é submissa 100% do tempo, no sentido exato da palavra. Não tenho a necessidade de ser dominador sempre, nem sádico sempre e não me interesso por quem rasteja.

Acho também que certas classificações são rótulos perfeitamente dispensáveis... Razão pela qual eu criei a filosofia BaGoZ (Batemos, mas GoZamos - originalmente era assim; vocês que mudaram, lá no Vilarino) meio que em oposição a certos grupos de menor expressão que vieram à minha atenção com filosofias muito radicais.

For the record, essa idéia foi inicialmente exposta em Julho, logo após uma viagem rápida que fiz a sampa.

TPM - Então você é o pai original da idéia do BaGGoz? Explica pra gente se há uma diferença entre o que você pensou originalmente para ser o seu BaGoZ e a forma que ele está assumindo nesse momento.

Carcereiro – A idéia não tinha uma forma definida. Era apenas uma proposta interior para evidenciar que eu encaro os fetiches como um added-value, como um meio para se chegar à uma sexualidade mais intensa e não como atividade-fim. Bater e gozar contrapõe-se à idéia do fetichista puro, que não mistura a fantasia com sexo. Creio que o formato leve e lúdico que vocês todos deram reflete essa contraposição muito bem.

TPM - A masmorra (deixa eu gastar o meu inglês – dungeon) é uma fantasia recorrente na sala fetiches. Qual foi o mais perto que o Carcereiro já chegou da sua masmorra ideal?

Carcereiro - Eu tenho, realmente, um cômodo escuro e úmido, na minha casa. Afinal, moro num terreno bem grande, casa tipo sede de fazenda. Fica numa depressão do terreno, cercado de árvores sombrias, serve como depósito de material de jardinagem e tem uma enxerga para o jardineiro descansar as costas e se abrigar, nos dias de chuva.

Tem uma porta de barras de ferro, pintada de cor escura e é feito de pedra, tem até uma argola no teto, que pode servir para amarrar uma corda prendendo os pulsos de alguém. Porém, definitivamente, eu apenas alimento certas fantasias das damas com essa idéia.

Mas a “masmorra” mais usada fica mesmo na Rua Teixeira da Silva, em sampa.

TPM - Nossa! Conseguimos o endereço da masmorra mais cotada da salinha! Conta uma coisinha dizem por aí que pra tudo é preciso de clima... A gente quer saber qual é o cenário ideal pra “derreter” o Carcereiro...

Carcereiro - Não creio que haja “um” cenário. Deve haver um encontro de fantasias. Isso sim, me interessa muito. Olhos doces de um rosto suave de alguém ajoelhada... São especialmente atrativos.

TPM - Todos nós, daquela sala e de outras também, temos algumas histórias pra contar: histórias de desilusões, de paixões, de sustos e de furadas. Conta pra gente, sem citar nomes (é claro!) uma história de paixão virtual que passou pro real (ou não...) e de uma grande furada que o Carcereiro tenha se metido.

Carcereiro - Não cheguei a ter uma paixão por ninguém. Tive algumas parceiras virtuais, antes da “era” Carcereiro. Levei um pequeno tombo, quando uma dessas virtuais se amarrou num cara real, que a paquerava anteriormente... Faz muito tempo, isso. (risos...) Fiquei uns dois ou três dias chateado.

Mais recentemente paguei uns micos indo pra sampa sem ter acertado todos os detalhes “contratuais” e, na hora do “vamu vê”, não deu click. Mas valeu pelos chopes lá no Rascal.

TPM – Você sabe que nós da TPM estamos aqui pra avaliar os homens e passar as dicas pras colegas da sala. Então vamos fazer uma rapidinha (mas não se acostume com isso!) pra coletarmos mais informações.

TPM - Um desejo ainda não realizado?

Carcereiro - Desejos acontecem com o tempo, variam com a maturidade. Acho que são pessoais demais.

TPM - Uma mulher pra ficar trancado no quarto por 72 horas?

Carcereiro - Alguém de olhos doces, agradável, bom papo, rosto suave, magra, não-fumante, perfume gostoso, que saiba propor e negociar propostas sem se anular, sem rastejar emocionalmente, goste de amendoim e chocolate (risos...) e tenha bom humor.

TPM - Um assunto pra rolar na mesa de bar?

Carcereiro - Ah... Isso é variável, viagens e turismo seriam meus pratos prediletos, pois conheço quatro continentes e gostaria de encontrar alguém com experiência semelhante para ampliar minha cultura.

Já dei palestras em lugares desde Santiago do Chile até Hong Kong, passando por Caracas, New York state e Tokio.

Internet e mercado financeiro, onde transito atualmente, automóvel, enfim, os mais variados assuntos me interessam... Futebol lá no finalzinho.

TPM - Uma mulher pra ganhar – de verdade – a coleira de brilhantes?

Carcereiro - Brilhantes? Xiiiii... Muito difícil, pela impossibilidade financeira.

Mas de ouro... Quem sabe... Imaginem, gente... Vamos lá!!!

Imaginar? Meninas, vocês não fazem idéia das fantasias que passaram pela cabeça da gente... Aquele cofre, aquelas jóias, aquele homem... Ali, do ladinho da gente, ao alcance das nossas mãos e do cinto dele. Mas nos lembramos do compromisso com vocês, do nosso profissionalismo e chegamos até o final da entrevista. Agora é com vocês... Decidam por si mesmas se vale a pena. Quanto a nós, já decidimos e estamos nos despedindo por aqui - não vamos deixar as pipocas, o amendoim e bala Halls esperando muito tempo lá fora. Beijinhos pra todos... Porque agora nós vamos descobrir os segredos do BNB do Carcereiro (sacanagem... me deixaram aqui digitando e peguei o último número da senha!).

Até a próxima!