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Seção: Registro Histórico
005: Entrevista: Maria
Março de 2008
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Série de Entrevistas e outros Registros Históricos do BDSM. Entrevistas coletadas na comunidade orkut
BDSM - Início Difícil, tópico "A ID pergunta... Alguém responde..." | |
fonte utilizado nos títulos: Flat Brush - baixe aqui | |
Como entrou no universo BDSM?
A entrada no meio, mesmo, se deu há uns 3 anos, quando comecei a fazer umas pesquisas para escrever um livro, a partir de uma conversa com um amigo sobre a dor e o êxtase. Mas antes de conhecer o meio (mais ou menos) organizado eu já tinha vivido um casamento com SM (sem D/s) e alguns relacionamentos e aventuras nessa área, com várias práticas que sempre me atraíram.
E como aflorou e se descobriu uma switcher?
Assim como já praticava BDSM antes, sem conhecer-lhe rótulos ou turmas, já cheguei sabendo que tinha práticas dos dois lados que me excitavam e atraíam. Porque mais do que ser isto ou aquilo, eu sempre quis foi experimentar todas as novidades que aparecessem pelo caminho e isso, naturalmente, me levou para a Switchice...rsrs
Qual é o lado que fala mais forte em voce....Domme ou Submissa?
Bem, eu não posso me considerar uma sub de alma, embora me submeta com gosto a quem faz por merecer; mas também não creio que caiba no imaginário normal de uma Domme, não sou rígida em nada, nem gosto da liturgia - se submisso chegar me chamando de minha Rainha sem ser baiano eu boto pra correr... Eu acho que o lado mais forte, em mim, é o libertino, o hedonista mesmo. Aquele que quer saborear tudo o tempo todo...
Bem, primeiro a explicação de meu nick é que ele me permite ser Maria - a Divina; ou maria, apenas... rs... pequena, nunca! E em ordem nenhuma, do jeito que elas aparecem. Chame de dupla personalidade, se quiser...
Qual das Marias traduz a Maria que vc vive hoje e em que momento vc pôde identificar e separar uma da outra?
Eu acho que a Maria que traduz a mulher que vivo hoje é esta mesma, que é uma só e muitas. Não consigo separar as duas, elas se sobrepõem, se intrometem, e se uma se submete com gosto e doçura, a outra anda sempre de olho pra controlar a glicose e manter a autocrítica em dia.
Outra pergunta. Durante suas pesquisas para o livro, alguma prática ou maneira de vivenciar o SM, dos pesquisados chamou sua atenção, ou existe mais ou menos um padrão comportamental?
Quanto a minhas descobertas, o que mais me surpreendeu, MESMO, foi o quanto de preconceitos do mundo baunilha as pessoas tendem a reproduzir por aqui, onde deveriam estar mais abertas, em busca da realização de fantasias. Não creio que haja um padrão, mas isso é tão freqüente que assustou...
Beijos!!
Farei uma perguntinha rasa e imaginária.
Imaginemos, Maria, que vc fosse chamada para um programa de televisão onde será promovido um debate sobre o mundo BDSM.
Te perguntam:
Quais são as vantagens que o BDSM oferece em sua vida, e quais as desvantagens?
Saudações.
Eu acho que a maior vantagem de todas, de longe, não é o BDSM que me oferece, mas eu que ME ofereço via BDSM - poder realizar fantasias e desejos, em vez de reprimi-los, e sentir na pele a superação de cada limite. Por essa maneira de ver as coisas é que até hoje não vi nenhuma desvantagem na prática, uma vez que essa realização só acrescenta prazer e joie de vivre ao meu dia-a-dia.
Hedonismo - Do grego hedone, prazer. Diz-se da doutrina que considera o prazer como a essência da felicidade ou que exalta o prazer como suprema norma moral. (Isso de forma muito simplista, claro). Nestes termos, os únicos critérios para a avaliação de uma dada ação são o prazer e a dor, ou, dito de outra forma, o prêmio e o castigo.
BDSM seria uma nuance do hedonismo ou o contrário? SM seria uma nuance do hedonismo? e o D/s? e o BD?
Beijinhos perfumadíssimos
Quanto ao BDSM nesse contexto, eu acho que ele é apenas uma face do hedonismo. A busca do prazer inclui outros sentidos, não é apenas erotismo (para mim, BDSM é upgrade do erotismo, não filosofia de vida), e eu o encontro em um bom sabor, um bom perfume, enfim, com tudo o que faz a vida mais bela e lhe dá referências.
Não consigo falar muito de D/s, porque na real é algo que não vivo e nunca vivi, ao pé da letra (seja qual for a tal letra) pelo menos. Se um Dominador quisesse me privar do prazer, dos prazeres, certamente eu botaria pra correr, o D/s não duraria nem 24/7...segundos! Quem chega perto de mim o faz sabendo que esse é o meu jeito e meu jogo. Me submeto porque isso me dá prazer e a quem está comigo.
D/s, só mesmo na hora da sessão, no calor da luta...rsrs...porque aí, claro, vale de tudo! De tudo o que for bom para os dois, claro!
É sorte demais querer achar logo de cara aquele Dono que vai adivinhar meus mais secretos desejos, aqueles de que nem eu sei ainda, e que vai me levar pelo caminho do êxtase rumo ao sétimo céu...rs... Eu não acredito em vocação para o martírio...nem em subs de alma! Aliás, fé não é meu forte, você sabe...
Isto posto, em relação ao que você pergunta, eu acho que o fato de você não ter sentido na pele, ainda (foi isso que entendi?), o que é ser dominada, castigada etc, não a impede de ter fantasias de como isso seria e, principalmente, do que você gostaria de fazer com a sua sub, se ela também está gostando da brincadeira. Acho que a interpretação de seu amigo Dom, embora pareça vir com boas intenções, talvez até resguardando o que funciona no virtual do que é possível na vida real, deve ser vista com algumas reservas. Não porque ele esteja errado, mas porque não vejo nada de mais em você, eventualmente, estar fazendo isso mesmo, se lhe dá prazer e a sua sub.
O que haveria de errado ou potencialmente prejudicial em projetar suas fantasias no outro, se isso agrada a ambas e ambas sabem que se trata de fantasia, fetiche, e pronto? Resguardados os limites do SSC e um mínimo de civilidade que impeça a invasão da vida privada/familiar/profissional do outro, toque o barco e seja feliz....
Eu acho que essa expressão "desconstrução" da Dominação e da submissão peca pela palavra em si, que tem uma conotação psicanalítica que simplesmente não existe. Ninguém constrói ninguém, a gente já chega adulto prontinho e acabado... podem-se adquirir hábitos, manias etc, mas mudar, não muda.
E pelo que vi por aí nesse tema, a discussão é sobre se quando um Dominador ou Domme resolve sair fora de sua/seu submissa/o ele não deveria fazer uma espécie de "descompressão", devolvendo ao bottom seu perfil original, para que ele chegasse meio que "vírgem" de sua influência para o próximo Dom. Ou seja, mais ou menos na linha de "eu te criei, eu de descrio". Só que eu não acredito nisso, nessa possibilidade - nem de alguém criar alguém, nem muito menos de devolver-lhe a personalidade original. Personalidade não é roupa, livro, toalha de praia, que a gente troca, muda, toma emprestada. E se alguém se anula a ponto de parecer que mudou a própria personalidade, com certeza esse alguém não merece o meu jogo...
Eu penso que DP é um jogo, como RPG, e as regras são colocadas para cada um saber seu lugar e o que lhe cabe desempenhar na história. Mas não há efetiva dominação, se ambos forem mentalmente sãos, claro, o que há é uma cessão de direitos, por assim dizer, na qual enquanto estiver bom para os dois os papéis serão repetidos inúmeras vezes. De outro jeito, seria lavagem cerebral... Dentro desse jogo, um bom Dominador seria alguém que consegue ser convincente do que se propõe naquele momento, e éxclusivamente naquele momento. Aí, sim, é um tesão!!!
Os limites de DP, então, tal como a defini aí em cima, são os de todo o resto: os do bom senso, em que todos sabem que aquilo é um jogo erótico, que visa o prazer dos dois e que deve ser mantido nos limites da civilidade e da convivência social, familiar, profissional etc.
Aproveitando então me permitirei uma quase entrevista a uma repórter e jornalista de mão cheia,de uma sutileza ao perguntar ,que nos faz falar TUDO sem nem nos darmos conta.
*1)Li certa vez que ao Dominar um homem,é a alma feminina perscrutando a masculina, compreendendo e interpretando seus sentimentos,é assim que sente quando tem um submisso compartilhando suas fantasias com você?
*2)Que equívocos percebe nas mulheres quando no BDSM, que conselhos daria para acertarem mais,ou quem sabe sofrerem menos?
Para conhecer a mulher eis mais algumas...
Um homem que soube falar delas e entende-las(nesse caso nós mulheres)?
Uma mulher?
Um gosto?
Um desejo?
Uma vontade?
Uma paixão?
Uma magoa?
Uma cor?
Um gosto?
Uma lembrança?
(perdoe tantas,mas, tantas ainda ficaram ,por saber-te tanto a oferecer)
*1)Li certa vez que ao Dominar um homem,é a alma feminina perscrutando a masculina, compreendendo e interpretando seus sentimentos,é assim que sente quando tem um submisso compartilhando suas fantasias com você?
Eu acho que para Dominar a gente tem que sempre se colocar no lugar do outro, tentar entender-lhe por onde se chega à sua entrega e, por ela, ao seu prazer. Assim, quando submeto um Homem (e a meus submissos respeito tanto que sempre os trato maiusculamente...), tento, com certeza, identificar nos gestos e dicas (a famosa linguagem do corpo, quando não resta outra...) o que o outro espera e, principalmente, o que não espera. A alma feminina, aqui, acho que é o lado que se ocupa de me fazer leve e surpreendente para que ele tenha certeza de que submete, sim, a uma Mulher, antes que a uma Domme.
*2)Que equívocos percebe nas mulheres quando no BDSM, que conselhos daria para acertarem mais,ou quem sabe sofrerem menos?
Aff, Lícia, conselho é o tipo de coisa que não dou nem para mim mesma... porque cada um sabe onde lhe aperta o sapato! Mas, basicamente, e aí é no BDSM e em tudo o mais na vida, eu diria que para evitar sofrimento o ideal é você ter certeza do que quer e, principalmente, do que não quer, e não se deixar influenciar em seus quereres pelo que os outros digam... Na fantasia, então, que é do que tratamos aqui, isso é ainda mais importante, porque meu fetiche não é o do outro, e eu tenho o direito de ir atrás de meus desejos. Enquanto você não tiver certeza de que pode arcar e, melhor ainda, usufruir com prazer daquilo em que está mergulhando, aconteça o que acontecer depois, sem cobrar sua felicidade do outro, melhor esperar mais um pouco e continuar a aprender cada vez mais sobre o que imagina que deseja. Além disso, só mesmo... relaxe e goze!
(Tá ótima tua entrevista querida)
Olha é complicado elaborar uma pergunta pra vc, viu?!!!! São tantas coisas legais que surgem, que fica complicado... Dá um medo de parecer besta...rsrs... Mas vamos lá: Vc diz que não acredita em alma submissa, por que?
Sabe, o problema é que, quando eu vejo essa expressão "alma submissa", sempre me vem à cabeça aquela discussão, tão recorrente quanto inútil, sobre quem domina a relação, se o sub ou o Dominador. E quanto mais vejo as "submissas de alma" responderem e se empenharem em provar sua submissão nota 10, mais eu me convenço de que ao quererem agradar em tudo e apenas (dizem elas) ao seu Senhor, mais no fundo elas mesmas se estão agradando e realizando, na comparação com outras subs. Isso, nas antigas aulas de religião, se chamava soberba, e era um pecado, se não me engano (faz muito tempo q não ligo pra essas coisas...rs) capital.
De resto, imaginando que alguém efetivamente mereça o rótulo de submissa de alma, eu acho que morreria de pena dessa criatura. Como é que alguém chega à vida adulta se orgulhando de servir, apenas, sem nunca ter tomado as rédeas de seu destino? E não aceito aquela versão de que se pode ser submissa na cama/senzala/masmorra e senhora de si na vida baunilha. De um jeito ou de outro, as coisas se contaminam, a personalidade real uma hora vem à tona e toma conta. E aí, a alma, essa coitada, surta... e dá no que a gente vê por aqui com tanta e infeliz freqüência: pessoas desestruturadas pelo conflito de personalidade que enfrentam a cada dia, a cada relação, a cada devaneio. Essa, pelo menos, é a visão que tenho do que observei desde que entrei no meio. Claro que é, antes de mais nada, a MINHA visão, que não necessariamente precisa ser a de mais ninguém...
Beijos!
dentro do universo BDSM as possibilidades são praticamente infinitas e a nossa mente caminha em franca abertura (a quem realmente assimila essa 'libertação que o BDSM possibilita'), ou seja, nos percebemos capazes de tudo desde que haja o desejo de realizar.
dentro dessa noção de poder, o que te impediria de fazer algo? e o que voce não faria? isso já aconteceu ou ainda não se deparou com tal situação?
e mais, em algum momento se sentiu incapaz de ir adiante? qual a sua percepção do 'pseudo-fracasso' de não conseguir?
sMUUUUUUUUUacks fazocas
Um dos grandes méritos da liberdade hedonista, que você citou, é mesmo saber que podemos escolher ao sabor do desafio, do momento, da fantasia, e que se dane o resto...rs... eu já cheguei por aqui com poucas, pouquíssimas travas morais, sociais, religiosas etc e hoje, nesta trilha do BDSM, tenho a perfeita noção de que a maioria dos limites iniciais foi pro espaço há muito tempo e que o que imaginava impossível, absurdo ou irracional pode se transformar em mais um desafio superado, com base na confiança e na segurança que inspira a cumplicidade com o outro. Posso dizer com toda a tranquilidade do mundo que ainda não se colocou uma situação em que eu tenha precisado ou sequer cogitado pedir arrego. Isso não é motivo de orgulho, não sou nem mais hard nem mais masoca nem mais submissa ou Domme que ninguém - mas o que é, sim, de orgulhar, é ter encontrado os parceiros certos para a evolução que me propus, especialmente um Mestre que teve a paciência de me conduzir com serenidade e sabedoria não só para seu Domínio, mas para o autoconhecimento e a busca dos meus caminhos alternativos.
Quanto à sensação de pseudo-fracasso que você coloca, eu acho que não se encaixa na realidade deste mundo em que nos metemos. Há momentos e circunstâncias e pessoas e situações em que todos teremos algum tipo de freio puxado e isso não é de envergonhar, mas de enfrentar, identificar e, se for o caso, superar - ou não. Se aqui tratamos de erotismo, tesão, prazer - e para mim BDSM tem que ser prazer -, o que não dá liga boa aos dois tem mais é q parar, ser revisto. Sem medo do que pensem ou digam os demais...
Alguém com coleira em uma relação 100% virtual, vive realmente uma relação BDSM, com todas suas nuances e peculiaridades de uma relação real?
Pode se dizer que é realmente Dom/Domme/submisso/Switcher, etc, alguém que só tem experiências virtuais?.
Mas voltando as perguntas...
Vc é SW, não acredita na submissão da alma, e vive o que der e vier! rss sem preconceitos! né?
bom...
Tem algum Limite para sua submissão Maria?
Mas já passou pela fase de portar uma coleira?
Já se submeteu com prazer as ordens de um Dominador?(mesmo contrariando algum conceito teu?)
Irmãs de coleira... já teve alguma? teve problemas com isso? ou se não... aceitaria numa boa?
beijos linda
da *naara
Tem algum Limite para sua submissão Maria?
O limite que não aceito que seja ultrapassado em hipótese alguma é o que preserva minha vida privada, profissional, familiar. Quanto a práticas, como disse por aí, já deu para perceber que no momento certo e com a condução ideal posso superar muita coisa que um dia já foi limite. Até onde posso ir nesse ritmo? Hoje, honestamente, nem eu imagino...
Mas já passou pela fase de portar uma coleira?
Não, nunca aceitei dar nem receber coleira formal.
Já se submeteu com prazer às ordens de um Dominador?(mesmo contrariando algum conceito teu?)
Olha, acho que dei sorte de encontrar apenas Doms que não inventaram de violar o acordado sem mais nem menos... assim, o que eventualmente contrariou alguma coisa que considerava ser limite inicialmente, aconteceu ao longo da evolução dos relacionamentos, sem uma imposição que me violentasse em meus princípios. De qualquer maneira, quando me submeto a um Dom, é porque me dá muito prazer, sim, servir-lhe, porque seu Domínio é irresistível, porque ele me cativou e seduziu para seu controle.
Irmãs de coleira... já teve alguma? teve problemas com isso? ou se não... aceitaria numa boa?
Nunca tive irmã de coleira, até porque nem coleira eu tenho, como disse...rs... mas dentro do espírito da coisa, se meu Mestre - que já teve escravas encoleiradas - quisesse voltar a ter uma e trazê-la para nosso convívio, isso não seria problema, pelo menos para mim. Não sou ciumenta, nosso relacionamento é extremamente aberto, franco e liberal, e faço questão de que ele realize ao máximo todas as suas fantasias, tal como me incentiva a realizar as minhas. A isso chamamos de cumplicidade... e é um dos pilares do respeito que temos um pelo outro.
Nesse sentido colocado, o que o BDSM trouxe a mulher Maria e vice-versa?
Quanto ao que o BDSM me trouxe nesse sentido, com certeza foi a possibilidade de realizar fantasias e desejos que incluiam essas práticas com mais de um parceiro, dando um delicioso upgrade à minha vida sexual e emocional. Já o que eu trouxe para o BDSM, o tal do vice-versa, é a minha experiência de vida e relacionamentos, que me dá uma visão crítica de todo o processo que se estabelece, permitindo equilibrar e conviver com as situações que surgem quando há mais de um parceiro envolvido.
O que me atrai para uma sessão com um bottom é a possibilidade de dominar um Homem, gosto de dobrar um ser altivo e seguro de si, que se permite o prazer sem preconceitos - e deixa minhas anáguas em paz! Não consigo me imaginar numa sessão com um submisso rastejante, que se avilta e quer ser tratado como verme, não é essa minha praia, mesmo respeitando quem curte. Como caçadora, gosto de um pouco de dificuldade, do desafio, se é que me entende...
de que forma vc vê/sente a Dominação Psicológica nas suas relações? Acha que sua postura invalida o exercício da Dominação sobre voce? Voce acha que efetivamente se deixa dominar? Ou vive parceria de fantasias e desejos?
Você, vaquinha, foi uma das raras pessoas que desde o início sempre souberam quem era meu Mestre, mas procuramos preservar nossa relação ao máximo, sempre. Ela evoluiu para o que é hoje graças, precisamente, à capacidade de "ocupação" que ele demonstrou como Dominador. Há Senhores da Guerra, que tomam de assalto, e Mestres da Estratégia, que ocupam corações e mentes, minando qualquer possibilidade de resistência... Definitivamente, este é o seu caso! Vale lembrar que não foram os invasores bárbaros com seus machados que marcaram a História do mundo ocidental, mas a cultura greco-romana que sobrepujou as demais... As marcas dessa ocupação, em mim, são hoje muito mais poderosas e ostensivas que qualquer coleira ou penduricalho no nick...
Veja bem, pelo meu jeito de ser, não é fácil, mesmo, me submeter a ninguém e sempre duvidei de que a DP fosse viável quando se tem a carga de auto-crítica, auto-estima e ceticismo que eu carrego pela vida. Por isso mesmo, encontrar um Homem que me botou de joelhos e ao qual me submeto, sim, sem me sentir ridícula, mas livre e naturalmente entregue, foi um verdadeiro milagre dos deuses em que não creio...rs
Respondi sua pergunta?
Beeemmmm.....
...como hoje é quarta-feira e faz uma semana que estou aqui falando feito uma doida, tá na hora de passar a bola para o próximo entrevistado que, como todos já sabem, é o dono desta comunidade, nosso querido Ujio!
Ô, Ujio, aproveita o último dia de seu inferno astral e vem sentar aqui do ladinho pra gente levar um dedo de prosa, vem...