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Seção C O N T O S
Ursus, o dominador encontra uma escrava masoquista. by Márcia Setembro/2005 |
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Já passavam das sete da noite quando nosso herói conseguiu chegar em casa depois de fechar o escritório de contabilidade. Da cozinha exalava um cheiro delicioso de rabada e bolo de maisena. -Mami está preparando meus pratos prediletos, pensou Ursus com visivel satisfação, enquanto tirava os sapatos no meio da sala. -Sim, mamy..estou aqui - disse dando um beijo estalado na bochecha da mãe. Vou tomar um banho e volto correndo. Assim que ele saiu do chuveiro, o celular tocou. Inacreditavelmente, era ela ! A escrava mais encantadora que ele já havia visto ! Uma princesa. As fotos em negligé de onça que ela havia mandado por e-mail deixaram no sem dormir por várias noites. E agora, inexplicavelmente, ela ligava ! Queria sair, esta noite ! E ele sem carro ! Lembrou-se então do Nelsão japonês, um amigo ponta firme. Pediria o carro emprestado. Foi à cozinha atrás de uma caneta e anotou o endereço da gata num rótulo de Maisena. Depois, correu ao quarto para vestir-se com a mamy atrás dele, protestando. -Paulo Emílio, nem pense em sair sem jantar. Mamãe ficou a tarde inteira preparando seus pratos favoritos, garoto. Vai sair??? Sem jantar???
Ursus olhou a camisa com um misto de espanto e revolta. Cor de rosa (camisa de boiola) aqui e ali, bolotas cujo tom variavam entre o laranja e o violeta. Por fim, colocou a camisa pra evitar mais confusão com a mamy,e saiu correndo. Na pressa, esquecera-se do seus acessórios SM. Às 9 da noite, Ursus estacionava a Kombi num endereço elegante dos jardins e interfonava. Um minuto depois descia uma loira de parar o transito, mini saia, decote, como ele havia ordenado. Feliz da vida, ele deu a volta e foi buscar sua escrava, conduzindo-a gentilmente pra Kombi do Nelsão....Ela sorriu embaraçada e olhou a Kombi como alguém que tivesse visto uma assombração, mas, relutantemente, entrou. Foi aí que nosso herói lembrou-se que estava com pouco grana e sem poder realizar a sessão no apartamento. A presença da mamy tornava as coisas difíceis. Resolveu então procurar um drive-in "familiar" ao lado da rinha de galo que freqüentava. A princesa a seu lado, não era de muito falar e via-se que estava nervosa. Ela falava baixinho e tinha a irritante mania de repetir as silabas do começo das palavras. No caminho, trocaram deliciosos beijos e ela confirmou que o que mais a atraia nele era aquele jeito de cafageste, de submundo, ela queria ser dele. Chegaram enfim ao Drive-in, meio fubanga, mas limpinho. Ele ordenou que ela fosse imediatamente para a parte de trás da Kombi e ficasse apenas de lingerie. Ai... Que mulher! deliciosa! Ele não tinha os acessórios apropriados, mas um bom Dominador, tem que ser criativo. Colocou-a de joelhos no assoalho da Kombi e improvisou com uns varaizinhos coloridos que encontrou por ali, um belo bondage! Achou lindo que entre as nádegas de sua escrava, havia um saquinho de papel pardo que pendia de um dos varaizinhos, onde estava escrito "PALMITO, 1,70". Sempre beijando e acariciando muito, Ursus amarrou-a finalmente ao grande tacho de fritar pastéis e olhou pra ela. Estava maravilhosa! Como uma escultura modernista ! Por fim amordaçou-a com uma "ball gag" e, sendo ela uma masoquista, providenciou seu mais cruel castigo. Infelizmente, não havia trazido os Cds de "Wando", "Gretchen Conga" e "Axé in Concert" que eram o gozo mais profundo entre as verdadeiras masoquistas. Novamente teve que improvisar e colocou pra tocar um cd de música japonesa, que achou no porta luvas da Kombi do Nelsão. Tomadas essas providências, Ursus deixou-a trancada e saiu pra fumar um cigarro, caminhando um pouco pelo Drive-in. Pensou até em fazer uma fezinha na rinha de galo, mas abandonou a idéia. Não seria seguro deixar um mulherão desses. Quando voltou, retirou-lhe a mordaça e perguntou se ela já havia sofrido o suficiente. Ela disse com sua mania de repetir as sílabas -Ma mais...Ma..maisEssa sim é masoquista, pensou ele. Recolocou-lhe a mordaça e saiu novamente pra caminhar, não sem antes aumentar bastante o volume do Cd japonês. Passados quinze minutos, ele retornou à Kombi. Ela estava pálida. Transtornada. Nosso herói entendeu então que o sofrimento já era demasiado e prosseguiu com a sessão. Não havia trazido nada para o spanking, e na pressa, esquecera-se do cinto. Mas não teve maiores problemas. Colocou-a de quatro, e selecionou uma cana de açúcar de uma pilha que estava num canto da Kombi. Deu início então a um doce spanking. Ela gritava e gemia, a cara enfiada dentro do tacho de fritar pastel, produzia ecos encantadores ! Que escrava ! Que cadela ! Não fosse a cana de açúcar desfiar tanto, teria sido perfeito! E como gostava de sofrer! Ele extenuado de bater e ela dizendo: - Ma... mais... Ma...maisApós o spanking, ele cobriu aquele bumbum de beijos e estava enlouquecido já para usa-la. Subitamente, o celular dela toca. -Me... meu... Me.. meu marido.. Te..tenho que sair agora.. Ag..goraUrsus quase teve um colapso com o pedido, mas não teve outro jeito senão dar partida na Kombi e sair rapidamente dali.
No caminho de volta, conversaram um pouco. Quando estavam a dois quarteirões do prédio dela, ela quis descer e ele entendeu. Foi então que ela o acusou de não respeitar a palavra de segurança combinada. Ele deixou que ela fosse e voltou para casa dirigindo a Kombi e pensando nas palavras dela. Quando ela disse a "safe Word"?, pensou ele, muito cismado.Apenas quando estacionava a Kombi na garagem é que a ficha caiu e tomou então três resoluções.
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