Driza
21/07/02

O Encontro

Foi numa reunião em algum lugar.

Poucos conhecidos, muita gente. Tentei disfarçar meu constrangimento ao vê-lo ali entre estranhos, mas também minha excitação e desejo, ignorando-o. Meu dono considerou desrespeito e zangou-se muito. Podia sentir que meu castigo viria mais hora menos hora. E assim foi... nos hospedamos todos no hotel do evento, e meu quarto já estava sob a mira dele. A reunião acabou tarde, tentei enrolar um pouco mais com os outros, amedrontada com os olhares ferinos que ele me lançava. No entanto estava ansiosa, aflita para que o momento chegasse... uma contradição de sentimentos... medo e excitação ao mesmo tempo... vontade de fugir e me aproximar dele.

Fui para o quarto achando que estava protegida, tranquei a porta, me banhei novamente e me deitei coberta até a cabeça, como se assim pudesse fugir da minha essência, dos meus desejos, da minha história... .Ele me torturou... esperei minutos, horas. Enfim, ele chegou... senti que ele estava lá, do outro lado da porta mesmo sem ouvi-lo, forçou o trinco, e depois empurrou a porta, como se isto fosse possível. Eu já estava lá do outro lado, abrindo-a...

Ele continuou parado do lado de fora... insanamente pedi que entrasse... sabia que me arrependeria, mas que me arrependeria mais ainda se permitisse que ele se fosse. Ele entrou com os olhos grudados nos meus... me paralisando, imobilizando, dominando minha alma, meu corpo...

Demorei para perceber o que estava acontecendo, tão inebriada que estava com seu perfume, ele me agarrou pelos cabelos e me fez curvar ate' o chão, o fiz sem resistência nenhuma... gostava de estar de joelhos para ele. Ele afrouxou a gravata do terno azul marinho, desabotoou os primeiros botões da camisa azul clara e se preparou para tirar a cinta... senti um frio na espinha... um arrepio pelas costas... e uma contração por entre as pernas.

Sem tirar os olhos dos meus, num tom de voz quase imperceptível ordenou que eu levantasse a camisola até a cintura, sentou-se na beira da cama baixa, e me aproximou dele, de lado, a sua frente. Meu coração batia desenfreado, meus lábios quase sorriam, e meu corpo tremia... temeroso... ansioso, cheio de vontades.

A primeira palmada foi quase como um raspão, a segunda veio direto na nádega direita, assustei e perdi o equilíbrio me afastando... foi o que bastava para provocá-lo, as palmadas vieram uma atrás da outra sem me dar um tempo de respirar de alívio entre uma e outra, puxou minha calcinha, entre as duas nádegas comprimindo assim meu clitóris e vulva, e açoitou uma de cada vez, com força, rapidamente intercalava, sem parar, deixando-a vermelha aos poucos... eu gemia baixinho, aguardando a próxima quase com desespero... sorrindo disfarçadamente. Tentei proteger o bumbum com uma das mãos, ele a segurou por trás das minhas costas e aproveitou o motivo novo para aumentar a intensidade das palmadas. Queria chorar, mas alguns vestígios de orgulho e rebeldia ainda persistiam e não me permiti aquela fraqueza frente a ele... resisti corajosamente, deliciosamente, só para provocá-lo... Ele manteve o castigo por um longo tempo, até que cansasse a mão.

Então me pegou pelos cabelos e me jogou na cama, rasgou minha camisola e com os trapos amarrou meus punhos na cabeceira da cama, ajeitou minhas costas nos travesseiros e se despiu completamente... que deleite vê-lo despir-se para mim, o olhar sério, brilhante, excitado. Naquele momento eu era a dona dele, se preparava para me receber nele... Ajoelhou-se na minha frente, com o membro já totalmente ereto, o estava antes mesmo de chegar até o quarto. Eu adorava seu cheiro... seu gosto, abri meus lábios e recebi o troféu que eu tanto merecia, depois de tanto apanhar. Engoli seu pênis até onde pude, saboreando a maciez da pele, a glande úmida... ele começou um vai-e-vem frenético, rápido, violento, enquanto me restringia a cabeça pelos cabelos. Me xingava, esbravejava palavras ríspidas e vulgares, sabia que eu ficava constrangida quando me chamava de cadela, puta, escrava vadia. Enquanto eu o sugava ele resolveu me castigar mais um pouco, pegou meus mamilos e beliscava, acariciava com as pontas dos dedos e depois beliscava novamente, puxando-os, esfregando-os. Eu me contorcia de dor e prazer. Ficamos assim por alguns minutos, eu ficaria sugando, lambendo seu membro por toda a vida, por todo o prazer que isto lhe proporcionava.

De repente me puxou os cabelos para trás e se retirou de dentro de minha boca... sofri ali também... um grande vazio... perdê-lo, vê-lo se afastar de mim... .Mas foi só por alguns segundos, ele rastejou por meu corpo, só para eu senti-lo por perto de novo e voltou seus olhos para minha boca... passou a ponta da língua no canto dos meus lábios, eu os entreabri para receber o beijo que tanto gostávamos... intenso, profundo, um entrelaçar das línguas num balé veloz, chupando a ponta, quase não precisávamos de ar... Depois do beijo desceu sua língua por todo meu corpo, parando nos pontos que me alucinavam e que ele descobriu com paciência e sensibilidade, até chegar no meio das minhas pernas... .já sabia o que aconteceria... mordidas, de leve, nos grandes lábios... .caminho totalmente livre para ele... o púbis sem pêlos, como ele gosta... .Que alucinante, ele sabe como me deixar louca com as carícias no clitóris, de leve primeiro, mordidas suaves intercaladas com labidinhas superficiais, e depois a constância das lambidas até minha tentativa de gozo... cruelmente impedida por ele.

Levantou-se, me desamarrou, e me colocou de quatro na cama, bem na beirada, prendeu meus braços um ao lado do outro, com laçadas artesanais de um expert no bondage, as cordas próprias prendendo os seios e os braços em laços e nós, dignos de um mestre dos mares. Pegou a cinta, mas decidiu-se pela chibata comprada especialmente para sua escrava. Colocou-se na direção da minha boca, exigindo novas carícias no membro ereto quase ao sofrimento, de tão teso e rígido... .comecei passando a língua em toda extensão, chupando devagarinho somente a glande, queria tentar torturá-lo de prazer antes de começar as chibatadas, sabia que perderia o controle de meu corpo... ele permitiu... suguei a ponta mais uma vez, e então sem que ele estivesse preparado abocanhei o membro todo e vim sugando devagarinho e retirando-o da boca, engolia-o e saía vagarosamente fazendo pressão na pele sensível com os lábios... ele percebeu que eu queria tomar conta da situação... e veio a primeira chibatada, forte, sem aviso... doendo, me fazendo vergar... mostrando quem mandava ali... mais outra, e outra, sempre com o devido cuidado de não bater duas vezes seguidas no mesmo lugar, eu gemia alto, me contorcia, sem tirar seu pênis de dentro de minha boca... tortura... ele se mexia sozinho, já havia perdido o controle de meus movimentos há tempos...

Sem que eu esperasse ou me preparasse, me virou de costas para ele e me penetrou a vulva sem dó, profundamente, voltando com rapidez e força, entrando e saindo... velozmente. Eu protegia a boca para não gritar... um resto de sanidade me lembrava onde estávamos. A penetração durou muitos minutos, talvez horas, não tinha noção de mais nada... .Intercalava penetrações profundas com palmadas nas nádegas já ardidas, pedindo sempre mais açoites... pedi para gozar... ele não permitiu. Supliquei! Ele continuava ali, ereto, feroz, dono de si, triunfante e inabalável. Virou-me de frente, deitada de costas desamarrou minhas mãos e me penetrou de novo, sugava e acariciava meus seios, os mamilos duros e doloridos dos beliscões. Mandou que eu me masturbasse para ele ver... me constrangi de novo, ato tão íntimo... neguei. O tapa foi inevitável, esperado... .imediatamente toquei entre minhas pernas e comecei a esfregar de leve meu clitóris, enquanto ele voltou ao vai-e-vem e aos meus seios... o gozo veio rápido, intenso, alucinante.

Achei que me deixaria descansar um pouco... doce ilusão... queria o que tinha direito... seu gozo também. Virou-me de bruços novamente, lubrificou bem os dedos e colocou um e depois dois em meu ânus, deixando-o bem úmido e deslizante. Colocou um preservativo próprio para penetração anal, com gel, sentou-se nos meus quadris e foi enfiando o membro vagarosamente naquele lugarzinho tão pouco explorado... . A entrada foi difícil, dolorosa, mas ele sabia o que fazer para que eu me libertasse do medo e me abrisse para ele. Quando já estava todo dentro de mim, deitou-se nas minhas costas e começou a se movimentar para dentro e para fora. Achei que estava cansada, mas aquele corpo colado no meu e meu ânus todo preenchido por ele, seu hálito na minha nuca, sua mão se segurando em meus cabelos, me deixou excitada de novo... sabia que poderia gozar outra vez... minha parte traseira é muito sensível a tudo, principalmente se intercalada com palmadas... desde a nuca até o meu ânus...

E foi o que aconteceu, como raras mulheres conseguem, gozei sendo penetrada atrás. Ele também já estava em seu limite máximo... levantou-se, puxou minha cabeça até ele e me fez engolir seu membro, enterrando-o até a raiz... quando foi voltando já senti o líquido quente de seu gozo descendo pela minha garganta, tentei engolir tudo mas era muito, escorrendo pelo lado de fora. Apesar de estar meio em transe como fico sempre neste momento... adoro... . não deixei de ouvir seus urros de prazer... seus olhos cerrados no momento do gozo total... .delírio olhá-lo.

Nos deitamos meio um em cima do outro e ficamos nos acariciando, em silêncio, saboreando aquele momento de intimidade... .até que dormimos assim. Acordei já estava clareando, me levantei e fui tomar banho, me vesti e saí do quarto para encerrar minha conta... queria ir embora para não encontrar ninguém que pudesse me ver e descobrir nos meus olhos brilhantes o que havia acontecido... mas mudei de idéia antes mesmo de chegar a portaria, voltei rápido, esquecendo completamente que tinha mais gente ao redor.

Quando entrei no quarto... .