Seção C O N T O S


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inquieta e nua

Jan/2004

A Marca

Ele começara delicado, quase um beijo, e ela se entregara ao desejo da boca faminta que lhe lambia o corpo.

Sentira o escorregar da língua eriçando-lhe os pêlos e a umidade da saliva dele a transformava em rio.

Os seios se derretiam, oferecidos às caricias que desciam lentas, sussurravam apelos, palavras chulas, e lhe abriam as pernas.

Gemia baixinho, inchada e arfante, liquefeita toda, despudorada e puta. Facas de ânsias lhe rasgavam as entranhas, contorcida e insana ela o recebia todo. Ele lhe molhava as coxas, lhe bebia a vida e deslizava a boca.

No desvario do êxtase ela sentiu a dor e num grito louco percebeu a marca. Vergou o corpo e lhe acariciou os cabelos. A pele queimava lacerada, a alma ardia. E a cada gemido mais ele cravava os dentes.

E ela o afagava...