Seção C O N T O S


Colaboração de VeroniKa Schneider

Nov/2003

Me Libertou

Sábado. 7:00 horas da manhã. O telefone toca e levanto para atender... Quando pego o aparelho, antes que possa dizer qualquer coisa, a ligação é interrompida. No identificador, verifico o autor da chamada: É ELE... Sentindo um frio na barriga e com as minhas pernas moles, faço a ligação de volta e ELE mesmo atende.

- SENHOR... esqueci a minha blusa no seu carro.
- Vou levá-la para você, logo estarei aí.

Fiquei petrificada... Não é uma brincadeira... Pouco tempo para organizar a casa, me arrumar... Até que o interfone toca: agora não dá mais para voltar atrás. Fico pensando nos emails que mandei, oferecendo-me... Lembrando as coisas que eu disse... Por quê não fiquei com o bico fechado? A demora... A angústia... Nunca levou tanto tempo para o elevador chegar no sétimo andar...

E eu, vestida com a minha camisola longa cor-de-uva e bordados, calçando o meu tamanco favorito (creme com salto de treze centímetros) aguardava ansiosa. A boca seca, as mãos suando... O medo... O desejo... A curiosidade... O fascínio... A música da Enya... As almofadas de veludo... O tapete de pele... Tudo isso formando o meu mundo... Um PORTAL a ser atravessado... De repente, a campanhia toca!!! Minha mão direita gira lentamente a maçaneta e a porta se abre... Quando o vejo em minha frente, fico paralisada. Olho. Cheiro. Penso. E nada faço... Agora tudo é com ELE.

Ao fechar a porta, deixo todo um mundo para trás... Ainda tento demonstrar a minha fúria pelo ciúme que senti, por não ter sido a favorita... Insulto-o... E sinto suas mãos fortes segurando os meus pulsos... Olho para ele assustada... Com sua força ele me obriga a ajoelhar aos seus pés... As minhas mãos são puxadas para trás... Sinto suas algemas me prendendo... Me curvo e, com a boca, começo a tirar os seus sapatos... Nesse momento, agradeço pelo velcro ter sido inventado... Mas mesmo assim fui ajudada por ELE... Com ele já descalço, pude admirar os seus lindos pés, branquinhos... Pus-me a adorá-los... A minha lingua deliciando-se ao lambê-los... Primeiro o dedãozinho... Depois passeando entre os vãozinhos... Nas curvinhas... Subindo pelas pernas... Sentindo os seus pelos... Observando a sua força... Depois o outro pé... Sem pressa... Beijando... Lambendo e sendo impedida de ir mais longe por causa da calça... Ele se levanta, obrigando-me a rastejar para acompanhá-lo...

Eu estava com dificuldades para me movimentar assim, porque o comprimento das minhas vestes estava atrapalhando... Num gesto brusco ele se voltou, inclinou-se e abaixou as alças da minha camisola, colocando a nudez de meus seios em evidência... Os seus olhos me fitaram e ELE flagrou-me olhando para o volume do desejo, escondido pelas suas roupas... Desejei ser castigada...

Meu SENHOR caminhou descalço e pude ver os seus pés sendo acariciados pelo contato com a pele macia do tapete... Com os seus movimentos, aproveitei e levantei-me rapidamente para conseguir acompanhá-lo. Quando sentou-se na poltrona, ele viu que eu havia levantado sem a sua permissão... Por essa minha atitude, percebi que iria ser disciplinada e então aproveitei para oferecer-lhe esse presente: com a minha boca, peguei uma chibata e rastejei ajoelhada, com ela entre os dentes, e fui assim ao encontro do meu PURIFICADOR.

Tentei depositá-la em suas mãos, mas ele ordenou-me que a mantivesse entre os dentes... Como uma cadela mordendo um osso, obedeci. Com as suas mãos fortes, ele começou a apertar os meus seios sem piedade alguma e sem dó de destruí-los ou de deixá-los marcados... Torturou-me com beliscões insuportáveis... E mesmo assim eu ainda queria mais... Com uma varinha ele surrava os meus peitos, fazendo-me arrepiar de dor e de prazer... Um choque interminável insistia em ser contínuo em minha espinha... Meu SENHOR abriu as duas mãos e com uma delas puxou forte e deliciosamente os meus cabelos para cima... Eu depositei a chibata em suas mãos e, com a boca, comecei acariciá-las passando a minha língua naquelas mãos fortes... Lambendo bem gostoso... Ajoelhada e submissa, passei meus dentes nas suas coxas, riscando de leve a sua calça... Abri os botões com os dentes e tentei puxar o ziper... Mas antes de conseguir fazer isso, senti um tapa fortíssimo estremecer o meu bumbum... Fui atrevida demais em meus gestos... Meu SENHOR lambuzou os dedos com o seu mel e esfregou-os nas minhas narinas... Seu cheiro delicioso de homem másculo e viril me levou à loucura... Esfreguei-me nele de todas as formas que a minha imobilização me permitia... Como uma cadela no cio, desejei ser possuída como uma selvagem... Mas o meu SENHOR leu os meus pensamentos, decifrou os meus desejos e iniciou a correção da minha descompostura... Senti uma chibatada forte... Uma dor lancinante e insuportável... Um gemido... Meu sangue fervendo... Ele levantou-se e colocou em mim uma coleira com guia... Soltou as algemas dos meus pulsos e prendeu-as novamente na frente, junto da coleira e da guia, deixando apenas um curto pedaço para eu poder movimentar-me a uma altura que desse para acariciá-lo... E então, ordenou-me que lhe desse prazer... A minha boca ávida iniciou a sua função de sugá-lo... Engoli aquele mastro duro, devorei-o com toda minha fúria de mulher diante daquele exemplar da natureza, imponente como o dono... Na minha pressa, rocei-o com meus dentes... Fui alertada para ser mais cuidadosa... Não consegui manter o controle e desobedeci essa ordem... Uma chibatada assoviou pelo ar, estalando no meu corpo... Teimei e desobedeci novamente... e senti mais uma... duas... três... quatro... cinco chibatadas, que me faziam contorcer de dor e de prazer, sufocando-me e quase me enlouquecendo... Não aguentei e caí em lágrimas... Eu queria mais... Meu SENHOR levantou-se e pegou um brinquedinho vibratório e colocou-o entre as minhas pernas, avisando para que eu não derrubasse... Depois voltou-se e eu continuei a lhe dar prazer com a minha boca e com as minhas mãos algemadas... Não aguentei, me contorci toda e me queimava por dentro... O meu prazer veio como uma libertação da minha alma e do meu corpo... Quietinha e ajoelhada aos seus pés, fui transportada através de um portal magnifico para a minha submissão total... As suas mãos nos meus cabelos... Os seus carinhos suaves... Tive um orgasmo que somente as fêmeas podem ter. MaS O meu SENHOR insistiu em ser acariciado... Continuei sentindo o seu falo em minha boca... Lentamente... Subindo e descendo... Até que senti o seu leite em minha boca! Um jato forte e quente para me afogar... Voltei-me para trás porque nunca eu havia sentido tal gosto e esse meu gesto libertou-o, fazendo com que ele banhasse o meu rosto com sua seiva vital... Borrando minha maquiagem e os meu olhos... Abocanhei-o novamente, eu queria beber tudo até a última gota... Até que finalmente ouvi o seu gemido... Não falei nenhuma palavra, apenas aguardei alguns instantes... Depois pedi permissão para levantar-me e lavar o meu rosto. Levantei-me, calcei o meu tamanco favorito para serví-lo desse jeito: com meu seios nus... os olhos borrados... a camisola arrastando pelo chão... Olhei-me dessa forma no espelho... Me amei... Admirei a beleza da minha desfiguração total... Passei meu demaquilante... Enxaguei-me com água fria, com um pouco de dificuldade devido às algemas... E vi o meu sorriso tranquilo... O meu rosto vermelho... Os meus olhos verdes brilhando com uma intensidade que eu nunca havia visto antes... Voltei-me para ELE e, num abraço forte e demorado, como cúmplices, ouvi as batidas de seu coração... E senti o seu cheiro na camisa usada durante a noite toda. O dia já amanhecera e pedi permissão para servir o café. Para fazer isso, tive a guia da minha coleira afrouxada, para que eu pudesse lavar a louça e preparar a mesa.

Meu SENHOR sentou-se ao meu lado na mesa. Servi-o... Conversamos... Sorrimos enquanto eu admirava o seu rosto lindo... A sua segurança e serenidade... A sua confiança. Ele ordenou-me que calçasse os sapatos nos seu pés. Com um grande aperto em meu coração, obedeci... E então ele levantou-se e eu ajoelhei-me diante dele, que soltou as minhas algemas... depois tirou a minha coleira... e fazendo isso, me aplicou o mais cruel e perverso dos castigos que uma escrava pode receber: ME LIBERTOU.

Agora, aguardo ansiosamente o término doloroso desta minha liberdade... Aos seus pés sempre eu quero estar... Com toda submissão de minha alma.

Gommer Subzinha.