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Seção C O N T O S
Colaboração: Sabrina Agosto/2003 |
O cansaço venceu o medo e, desabando as resistências, apesar de todo desconforto, adormeci. Não tenho noção de quanto tempo se passou até seu retorno, ou até sua suprema vontade. Meu Mestre despertou-me com leves toques em minhas costas, um correr de dedos por toda extensão da espinha, chegando ao ânus com suavidade.
Desorientada, acordei sem ter certeza se vivia em sonho ou se a pura realidade me aguardava... Meu Mestre não exitou em providenciar a retirada do dildo que havia me dilacerado por toda à noite. Também buscou soltar as amarras que havia restrito meus movimentos durante a madrugada.
Sem palavras me levou até nosso quarto, onde finalmente pude banhar-me e realizar o desjejum. Mas a trégua era breve...
Retornei ao sótão a sua simples menção. Sabia que era o inicio de nosso fim-de-semana... um momento conforme Ele muito especial. Restava saber se meus limites seriam suficientes para aplacar toda ira e toda expectativa que Meu Mestre trazia consigo.
No sótão, tudo estava minuciosamente organizado para um show medieval da inquisição. Os aparelhos que meu Mestre possuía faziam inveja a Santa Sé de outrora: algemas, tornozeleiras e pescoceiras em ferro fundido; mesas em mármore branco; balancins de peso; contentores de braços e pernas; separadores; uma gama de chicotes, açoites e palmatórias; cruzes de madeira de lei; somados a uma extensa coleção de dildos e vibradores.
Fui conduzida a um local muito especial segundo Ele: a sala de preparação! Nesta sala fui novamente amordaçada, agora uma incômoda ball-gag que, além de não permitir ruídos, deixava minha boca seca com uma sensação permanente de formigamento. Também nela fui completamente depilada, sendo novamente lavada e "embalsamada" em óleo aromatizado.
Após este "tratamento", fui vendada de forma tão firme, que nenhum cintilar de claridade perpassava até meus olhos. Privada de dois sentidos - a fala e a visão - o tato se aguçara e estava muito mais sensível aos movimentos e aos ruídos que anteriormente.
Meu Mestre nada falava e, isto contribuía para angústia crescente que sentia dentro de mim. Ele conduziu-me, então, por entre a peça e algemou meus pulsos para cima, de forma que necessitava colocar-me na ponta dos pés para que não ficassem doloridos. A posição era dolente e, por isso mesmo, prazerosa para Ele.
Imagino que tenha ficado cada instante observando meus movimentos, nua na sala, inutilmente tentando aliviar o que sentia. Para agravar a situação e, ampliar seu prazer, pesadas tornozeleiras foram fixadas em um separador grande e por fim em minhas pernas, de maneira que não tinha mais como ficar nas pontas dos pés com as pernas fechadas, apoiando ora uma, ora outra. Entre minhas pernas senti passar algo gelado, que se assemelhava a um banco, mas que tinha por função adentrar em minha vagina de forma dolorosa e cruel, cada vez que não resistia ao peso crescente de meus braços e pendia o corpo para baixo.
Não sei definir o tempo que passou, mas senti um alívio momentâneo ao ouvir a voz de meu algoz perguntar-me se queria ser tirada dali. Não ousei responder porque sabia que essa atitude somente o levaria a me esquecer por ali. Meu Mestre então passou a me questionar comportamentos, atitudes, ações... não havia como respondê-las com a ball-gag que ele colocara, então me limitava a balançar a cabeça, quase em desespero.
Por fim ele soltou a grande corrente que fixava minhas algemas no teto e desabei sobre o tal banco, causando maior dor.
Pouco depois também fui retirada dali e, em pé, meu Mestre insistia em perguntar, quase no meu ouvido:
- "Você não sabe das regras? Por que as quebra sem o menor medo? Sabe que vais aprender de uma forma ou de
outra, não é mesmo minha cadela?"
E o açoite chicoteou minhas costas sem que eu esperasse... levando a ter uma reação já esperada: fugir, me encolhendo contra o chão. Meu Mestre se descontrolou por um instante...
( continua ... )
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