Sábado... o grande dia!
Depois de horas no salão de beleza ajeitando o cabelo, depilando as pernas e a virilha, fazendo as unhas e se preparando para a noite deliciosa que a esperava, estava agora escolhendo a roupa apropriada pra ir dançar.
Uma sainha preta com um leve brilho metálico, cintura baixa e com uma discreta abertura sobre a coxa esquerda. Um top prateado cobrindo os seios fartos com uma jaqueta preta sobre os ombros macios. As pernas rodeadas pela delicadeza dos fios da meia 7/8 que acabavam exatamente na abertura da saia, sensualmente deixando aparecer a renda. Os pés encobertos por uma sandália de salto largo muito alto.
À frente do espelho apenas um leve brilho nos lábios para acentuar a boca carnuda e um risco tênue sobre os olhos expressivos. Sem perfume, sem jóias, apenas a sensualidade a enfeitar a figura altiva que refletia.
Um sobressalto ao ouvir o toque do interfone na cozinha. Sua companhia havia chegado. No elevador ainda deu uma olhada no espelho para conferir se o cabelo cacheado caído sobre os ombros não encobria a delicadeza da curva entre os seios.
No hall do edifício o porteiro a cumprimenta com os olhos cheios pela a visão encantadora. Um leve aceno com a cabeça é o suficiente ao sair pela porta. O ar gelado da noite encontra a pele quente e um arrepio percorre a espinha. Um carro espera parado na calçada e, encostado nele, uma figura a admira caminhando sobre os saltos, firmemente, em passos rápidos.
Imediatamente ele abre a porta do carro e segura na mão delicada dela a encaminhando para se sentar no banco de couro gelado. Um leve beijo antes de se encaminhar para o outro lado do carro.
O caminho até o local escolhido foi percorrido quase em silêncio, interrompido apenas pelas usuais saudações de cortesia, comuns a quem não tem muita coisa em comum. Estacionam numa rua paralela ao seu destino e caminham até lá de mãos dadas, como inúmeros outros casais que passam por eles.
Pode-se ouvir o som alto da música metálica que toca lá dentro... o ritmo agitado faz com que ela mova seu corpo com graciosidade no meio da rua, enquanto sorri. Ele apenas a observa, sorrindo de volta... a puxa pelo braço e dá um beijo profundo na boca macia e quente sendo retribuído imediatamente.
Eles entram e logo são encaminhados à mesa que haviam pedido para passarem a noite juntos. Os espaços são reservados, têm-se visão da pista de dança, mas separados por uma mureta mais alta que a mesa. Pedem bebidas... para ele um conhaque e ela bebe apenas um coquetel de frutas. Começam uma conversa animada, riem muito e se conhecem melhor. Ela fica feliz por ele ser um homem tão charmoso; um pouco mais velho, elegante, senhor de uma tranqüilidade que a mantém sempre confiante. Este era seu primeiro encontro e eles estavam se estudando. Algumas palavras trocadas em sala de chat, seguidas de inúmeros e-mails, mas nunca uma conversa pessoal. Estavam encantados um pelo outro, mas ainda retraídos.
Uma garçonete em seus trajes tentadores passa por eles e pergunta se desejam alguma coisa mais, sendo dispensada de seus serviços por hora. Ela ri simpática e os incentiva a dançar, dizendo que a noite será ótima. Os olhos dele repousam sobre o corpo da garçonete que se afasta, deixando sua companheira com ciúmes; os cabelos antes deitados sobre o colo nu são jogados para trás num movimento firme, deixando à mostra a curva dos seios apertados pelo top justo. Ele a olha com interesse, chamado pelo movimento brusco dela. Ao notar ela levando a mão ao seu copo de conhaque e molhando o dedo dentro dele, fica ansioso pelo desfecho dessa ação. Prontamente os lábios dela se entreabrem quando tocados pelo dedo úmido e a língua desliza sobre ele. Os olhos dela cerrados e a cabeça levemente jogada pra trás.
Sentindo um incontrolável desejo de tocá-la ele levanta e a pega pelo braço com firmeza a levando sem uma única palavra para o meio da pista de dança. Ela não reclama, nem faz menção a resistir, encantada pelo desejo que despertou nele. Começam um ritual de sedução, mexendo os corpos de maneira sensual diante do parceiro.
A música os envolve, fazendo a mente voar. Ela se aproxima roçando seu corpo no dele; primeiro o ombro meio de lado e, como uma gata, se vira deixando as costas tocarem o peito dele. Com as mãos ele a abraça pela cintura, puxando até que a bunda dela cole nele. Ela rebola, dando uma abaixadinha pra frente e depois se afastando. Virada pra ele as mãos percorrem todo o corpo e quando chegam à coxa, trazem a saia um pouco pra cima. Os olhos dele viajam pela perfeição dos movimentos dela, o corpo incendiando... é impossível desviar a atenção.
Aos poucos ela o encaminha para um canto da pista de dança, sempre movendo o corpo esguio em eróticas coreografias. Os braços serpentendo em volta dele, depois subindo ao alto da cabeça deixando a cintura à mostra, o umbigo deliciosamente se insinuando. A parede o impede de continuar caminhando pra trás e ele fica preso entre os braços dela sem ação. Ela cola o corpo no dele, a coxa subindo entre as dele até tocarem o meio das pernas o fazendo estremecer. Excitado ao extremo ele agarra-a e a traz pra junto, apertando com uma mão a bundinha dura e com a outra segura a nuca obrigando-a a ceder ao profundo beijo.
Entre seus corpos desliza a mão dela, puxando a camisa dele pra fora da calça e brincando com os pêlos da barriga; não são muitos, mas ela se diverte. Ele busca a mão dela que o agarra o pulso firmemente fazendo a mão dele descer entre as pernas dela. A coxa ainda levantada dela faz subir a saia já curta e ele pode sentir a pele descoberta que a meia não alcança. Fica surpreso ao sentir os pêlos dela, que está sem calcinha.
Num misto de desejo e vergonha ele a abraça forte deixando-a sentir o volume da sua excitação. Ela se vira ficando de costas e roçando o corpo no dele, satisfeita por saber enfeitiçá-lo com sua dança. Com a cabeça encostada na parede ele apenas se delicia com o corpo sensual que procura o seu... olhos semi-cerrados, inebriado com o prazer. As mãos dela o seguram pelas coxas enquanto rebola junto dele; fortes as coxas dele a excitam enquanto as aperta com os dedos. Ela se vira para ele e agacha entre suas pernas numa coreografia contínua... as outras pessoas nem percebem o que se passa. Quando sobe leva o dedo aos lábios dele. Um cheiro maravilhoso invade suas narinas ao envolver o dedo com os lábios... aquele gosto sedutor o leva ao delírio, era impossível crer que ela tenha se penetrado ali mesmo só pra ele a provar.
Uma discussão perto deles interrompe a magia do momento e eles acham melhor voltar a mesa ignorando os seguranças que se aproximam. Pedem uma nova rodada de bebidas... ele insiste em conhaque e ela pede um vinho suave.
A garçonete deposita os copos sobre a mesa e se afasta rapidamente. Quando ele procura pegar sua bebida é interrompido pela mão dela. A olha com surpresa sem imaginar o que poderia ter acontecido. Um sorriso radiante se forma na boca carnuda dela que o lembra que precisa lavar o dedo melado mergulhando-o na bebida dele. Encantado com a safadeza dela ele pega sua mão e lambe o dedo alcoolizado. Riem muito e voltam a conversar descontraidamente.
Entre as pernas dele ela repousa um de seus pés, agora descalço, roçando sobre a calça inflada pelo tesão ainda aparente. Ele deixa escapar um gemido baixinho e aperta a taça entre os dedos. Ela o observa fitando os olhos escuros iluminados por um brilho encantador. Massageando os dedos do pé dela, movendo o quadril em busca de mais prazer.
Novamente a presença da garçonete na mesa a interpelá-los... ele não tem forças pra responder e ela imediatamente percebe que a situação não é própria se afastando em passos rápidos. Apenas um sorriso denuncia o prazer que ela sente em terem sido notados entre carícias. Força o pé sobre ele, pisando-o de leve, o calcanhar a prensar-lhe. O corpo dele se contorce em espasmos incontroláveis, enquanto os gemidos enlouquecidos escapam. Ele derruba o copo da mesa, num movimento brusco e se deixa cair sobre a mesa, o rosto apoiado no braço.
O pé gelando no molhado que o inunda... ela acha melhor retirá-lo dali. Os olhos dele procuram os dela; ela o admira, apoiada com o cotovelo sobre a mesa segurando o queixo. Apenas sorri. Meio sem jeito ele pede desculpas, no que ela o interrompe falando que não há do que se desculpar. Levanta, se aproxima dele e senta na mureta ao seu lado. Faz carinho nos cabelos dele, bem suave... abaixa-se e sussura ao seu ouvido que apenas quer retribuição.
As pernas se afastam um pouco, a mão levanta a saia até o alto da coxa. Ele nervoso pela exposição, pois apesar de as pessoas da pista só verem suas costas, já que estão num nível um pouco mais alto, quem passa pelo corredor entre os reservados pode vê-la. Fica sem ação e ela percebe. Com muito carinho ela diz que se ele não se sente à vontade ela entende e desiste da brincadeira. Lutando contra sua própria vergonha ele retribui o carinho com que ela o trata da mesma forma.
Sobre as coxas cobertas pela meia ele desliza os dedos... chega à renda e puxa bem devagar para baixo. Ela fica com uma das pernas nua. Repousa então a boca a beijar a perna dela, com suavidade e determinação. Ajeita a cadeira na frente dela, virado de costas para a porta do reservado, alheio a quem passa.
Fala mansinho para ela que deseja muito que essa noite dure uma eternidade. O som da música embala as mãos dele em carícias no começo superficiais, mas que não demoram a buscar a profundidade do corpo dela.
As mão apoiadas ao lado do corpo sustentam o peso do prazer que a arrebata. Um dos pés apóia na ponta de uma cadeira ao lado, abrindo bem as pernas e deixando ele a invadir com dedos e língua deliciosos, preenchendo e enlouquecendo-a.
Um casal que passa conversando detém-se na porta por instantes e escandaliza-se com a cena. Isso a excita ainda mais enquanto ele nem percebe o que aconteceu. Os dedos dela invadem os cabelos dele, segurando com força, avisando entre os dentes cerrados que não suporta mais tanto prazer. Imediatamente a boca dele é invadida pelo excesso de mel que escorre de dentro dela; levanta e beija-a incansável. O corpo amolecido dela se deixa entregar ao beijo molhado, as mãos num forte abraço.
Ele se afasta um instante e a olha com paixão... ela só tem forças pra sorrir ao limpar o queixo dele todo melado que brilha com as luzes do ambiente. Beijam-se novamente, com carinho... um beijo de satisfação.
Oferecendo a ela a sua taça, ele termina de beber o conhaque que resta no copo. Ela aceita o vinho e dá mais um gole leve, saboreando o perfume embriagante, depois repousa a taça na mesa e apóia a cabeça no peito dele. Ele também coloca o copo sobre a mesa.
Ela ajeita a roupa novamente. A garçonete passa e ele conversa com ela. Algumas notas depositadas sobre a mesa para garantir a conta e, sem palavras, como que anteriormente combinado, eles levantam e se dirigem à saída, ela à frente escondendo a desagradável mancha melada na calça dele. Já na porta a garçonete se aproxima rapidamente e trás consigo as sandálias que haviam ficado sob a mesa. Todos riem enquanto ela se calça novamente.
Carinhos de agradecimento e um beijo de despedida... assim ela deixa o carro acompanhada por ele que a leva até a porta do prédio. Ali apenas um beijo dele depositado na mão suave, e agora gelada, dela.
O porteiro abre a porta, prontamente, deixando-a passar. Um breve cumprimento impessoal e ela olha para fora, vendo aquele homem entrar no carro e sair pela rua escura. O elevador já a esperando devido à eficiência do empregado. Sobe ao apartamento rapidamente... sonhadora... apaixonada...
Foi uma noite especial.