A Arte de dominar


By Helena Maines
I

TIGREZA, PREDADORA, chamem-me do que quiserem. Nasci para ser servida, adorada, admirada, cortejada. Uma DEUSA, enfim!
As negativas me frustram pois a elas não estou acostumada, sempre foi assim, desde que nasci. Meus dois primeiros homens, que se deixariam matar para me proteger, meus dois primeiros súditos, protetores e cavalheiros que teceram um tapete de peles macias para que meus pés não se ferissem, faziam parte da minha própria família. Meus dois amores, meus dois amantes, puros, respeitosos, que não existem mais...

II

Perambulei por certo tempo a procura de possíveis substitutos, de pessoas que tivessem, pelo menos, alguma coisa em comum com meus amados. Depois que os perdi senti-me muito só, triste, abandonada, necessitava de seus cuidados e adoração. Só me deparei com interesse, egoísmo, maldade e falsidade. Por mais incrível que pareça até quiseram me fazer de escrava!
Era um novo mundo para mim...
Fosse eu uma criatura fraca, teria certamente fenecido; precisei ir ao fundo do poço para de lá sair renovada, envolta em plumas, como um pássaro em liberdade!

III

Hoje sou eu quem comanda, quem estabelece leis e regulamentos que devem ser cumpridos sem a menor resistência. Tornei-me uma DOMINATRIX!
Alta, dotada de pele alva, cabelos e olhos castanhos escuros, corpo escultural, tenho a coadjuvar-me o porte altivo e a voz naturalmente grave, que sabe impor sem gritar. Uso os cabelos soltos, encacheados, até o meio das costas e apresento-me com uma grande variedade de trajes. O meu preferido são as botas negras de salto fino e cano alto até o início das coxas, fio dental negro transparente, e seios de mamilos pintados.
Que não se pense que faço isso como vingança pelo que passei, em absoluto, sempre fui uma RAINHA, trata-se apenas de um talento natural a ser explorado. Quero continuar a ser servida e adorada. Só mudaram os meios....

IV

Gosto que vejam em mim não só uma DEUSA a quem se deve amar e reverenciar, pois este é o lado lúdico da coisa. Do ponto de vista objetivo, me vejo como uma consultora, quase uma psicóloga, realizando, por vias transversas, o sonho de inúmeros homens, que ao contrário de mim, necessitam ser humilhados, ofendidos, vilipendiados para se realizarem.
Quanto ao lado sexual, sinto-me completa ao ver um macho rendido aos meus encantos lambendo-me os dedos das mãos e dos pés e usando sua língua como um instrumento de limpeza de todos meus orifícios. Gosto de vê-los, servis, recolherem minha urina com a própria boca e de venerarem meus dejetos como se fossem peças ornamentais. Não os poupo nem quando estou menstruada, aliás é uma fantasia muito gostosa, observá-los com o sangue escorrendo pelos cantos dos lábios......meus vampirinhos.
Sempre há os que necessitam de ser amarrados e açoitados – é o básico.
Nem todos suportam as queimaduras da cera quente nos testículos, nos mamilos ainda vai mas quando chega lá embaixo é uma gritaria só!
Na minha experiência a grande maioria gosta mesmo é da FEMINILIZAÇÃO!
Para mim, é sem dúvida adorável vê-los em seus aventais, com a bundinha exposta, coxas cabeludas, fazendo as tarefas domésticas como uma boa dona de casa. E se o jantar for especialmente bom ou se a minha saia plissada estiver impecável posso, como prêmio, permitir que me chupem a boceta à exaustão!
E depois, como o ato final de uma peça teatral sua DEUSA os penetra com seu pênis de borracha afixado na cintura! Ah, e como eles gemem, como rebolam, é de fazer inveja à muita gatinha..... quanto maior o calibre do dildo, maior o desapego às convenções, adeus machões!

V

Um capítulo digno de nota e que não poderia deixar de registrar são os casos peculiares e que em mãos inexperientes poderiam levar a resultados no mínimo desastrosos.
Fui procurada há alguns dias, por um rapaz magro indicado por um cliente meu. Ele havia desenvolvido uma grande resistência a dor e gostava de brincar com instrumentos cirúrgicos. Explicou-me minuciosamente o que queria e imediatamente nos pusemos à prática.
Deitado na maca cirúrgica, que só uso em casos especiais como esse, inteiramente nu, fazia contraponto comigo, toda paramentada como uma cirurgiã. Com as mãos enluvadas, abri uma caixa de aço que continha finas agulhas e sem qualquer anestesia fui introduzindo-as em seu peito coberto de finas cicatrizes. Desenhei uma estrela com elas e ficou muito bonito. Passamos então à próxima etapa da operação. Outras agulhas, dessa vez mais grossas, foram enfiadas bilateralmente nos seus testículos, uma coisa muito engraçada que lembrava um porco espinho.
Feito isso tirei toda roupa, ficando nua também, e introduzi lenta e cuidadosamente um palito de marfim de uns 15 cm em sua uretra. Ele começou a gemer baixinho e a suar. Eu, então, que a esta altura estava com um tesão medonho, comecei a masturbá-lo suavemente com esse instrumento. À medida que rodava o palito em sua uretra, o pênis se tornava cada vez mais rijo e ele enlouquecido berrava:
- Mais, mais! Força, com mais força!
Excitada como estava, não pensei no risco de causar-lhe uma lesão grave e rodei aquele negócio com força e rapidez. Ele tremeu todo, gritou, estrebuchou e daquele pau que mais parecia um ouriço saiu um líquido cor de rosa.
- Pronto, morreu, pensei em vê-lo naquele estado, com os olhos cerrados. Nesse exato momento, como se me tivesse ouvido, ele abriu os olhos e sorriu:
- A última punheta dessas que me tocaram, em Hong Kong, não se compara à sua em prazer.
Você é uma MESTRA! Quando posso voltar?

VI

É isso aí, amigos. Como vocês podem ver essa vida pode ser muito boa e divertida, é só ter senso de humor e saber administrá-la.
Qualquer coisa, estamos aqui, às suas ordens....
Se nas salas de chat vocês encontrarem uma TIGREZA ou PEDRADORA, quem sabe não sou eu ?