Estou muito excitada, os cabelos cheios e revoltos mais se assemelham a uma juba, emoldurando meu rosto selvagem e sensual que se reflete em inúmeras imagens no quarto espelhado.
Meu amante, de pé, me aguarda extasiado sabendo de antemão tudo o que vai acontecer mas não se cansando nunca de nossa sublime rotina. Tal qual uma tigresa avanço em sua direção, estendendo a mão de unhas longas douradas, e com um bote puxo-o até a mim pelo pênis ereto e ingurgitado. Começo imediatamente a masturbá-lo com a mão cheia de lubrificante e o pau, cada vez mais rijo, desliza em várias direções comandado única e exclusivamente pela minha vontade.
Nossos olhos brilham de desejo, meu sorriso é voluptuoso, afinal eu comando a cena! Ele se deixa massagear passivamente embora pareça que vá explodir de tanto tesão.
Com a fisionomia lúbrica, volto-me à posição anterior, tendo apenas o cuidado de ficar de costas para a cabeceira da cama. Mais uma vez exponho os quadris largos e redondos, abrindo as nádegas com minhas próprias mãos, convidando-o sem palavras para me possuir. Ele me penetra à princípio devagar, esperando o esfíncter do ânus se dilatar o suficiente para recebe-lo em sua plenitude.
Respiro baixinho com a boca aberta, procurando me relaxar ao máximo e vencer aquela resistência anatômica natural, para transformá-la em prazer puro. Vou levantando o corpo vagarosamente, mantendo-me ainda de joelhos, enquanto ele de pé me domina com seu 1.86m de músculos. Sinto-o todo dentro de mim e começo a ondular os quadris, como se fosse uma odalisca, me aprumo, elevo os seios de mamilos grandes, salientes, jogando os longos cabelos escuros para trás.
- Linda! Você tá simplesmente linda, sua cadela!
Sorrio, altiva, sentindo aquela pressão deliciosa no reto, aquele caralho possante dançando comigo, acompanhando minha coreografia. De repente, perdendo o controle ele me empurra com brutalidade, fazendo-me deitar na cama, mas sem tirar um milímetro do pau de dentro de mim. Sua figura alta me cobre completamente e ele me impõe seus movimentos rápidos e brutais. Ao mesmo tempo bate com as mãos espalmadas nas minhas costas e a dor é tão grande que penso que vai me aleijar atingindo a coluna.
- Ri, quero ver você rir agora.
Muda, reteso os músculos em defesa e subitamente passiva deixo-o me sodomizar à sua vontade. Para lhe dar maior prazer estico os braços para a frente até tocar o chão, levantando o mais alto possível a bunda, recebendo heroicamente suas estocadas furiosas. Ele grita, me xinga, e continua a me bater nas costas, nos ombros e nas nádegas com uma intensidade cada vez maior.
Começo a gemer de dor e ele me avisa que meu sofrimento só faz aumentar seu prazer. Nesse momento sou envolvida pelo manto do medo, medo sim, pois sinto nitidamente que ele não é responsável por seus atos, parece mais um possesso, tomado por uma fúria voltada toda contra mim. Mais se assemelha a uma fera, um homem das cavernas, e a sensação de perigo é genuína.
Quando penso que não vou mais aguentar sinto-o ejacular, enquanto enterra as unhas em
meus quadris maculando minha pele dourada e macia. Mais calmo, mas sem sair de dentro de mim,
permanentemente ereto, começa a morder-me de leve a nuca, a acariciar meus seios – tenho de novo, a meu lado, o homem apaixonado que murmura palavras de amor. Sei que aprecia minha submissão, conhece perfeitamente meus temores e sentimentos e se deleita com o fato de eu não fugir, ao contrário, me entregar sem reservas, sempre pronta a servi-lo, custe o que custar.
Ainda deitada de bruços me levanto um pouco, de modo que possa, pelo espelho, admirar meu corpo se contorcendo, minha bunda empinada ora se erguendo, ora abaixando, fazendo movimentos circulares, se encaixando, se afastando, como se o meu cuzinho quisesse moer aquele pedaço de carne pulsante. Agora sou eu quem comanda, me rebolando rítmica e freneticamente e ele me acompanhando em delírio.
Subitamente sinto uma forte contração uterina que vai progressivamente aumentando chegando até a dor intensa. Mexo cada vez mais rápido, nosso ritmo é único enquanto ele lambe e mordisca meu cangote me deixando toda arrepiada. Gememos alto e sinto que vou gozar, embora ele não tenha tocado em minha vulva nem na vagina. Gozamos juntos os dois, ele por cima de mim, obrigando-me a torcer a cabeça para receber seu beijo desvairado.
Gozamos no beijo!
Devo revelar que é um orgasmo diferente, exclusivamente anal, mas que eu rotulo como estupendo, inigualável! Acredito que não seja para qualquer mulher, afinal a maioria necessita ser manipulada no clitóris ou penetrada na vagina para gozar. Além do mais muitas praticam essa modalidade de sexo para agradar e/ou prender seus homens.
Esse não é o meu caso! Faço porque gosto, tenho uma libido exacerbada no ânus, e gosto muito, mas muito mesmo de uma boa sacanagem – afinal eu sou especial!
E por isso mesmo consigo, tantas vezes, mudar a posição das peças desse verdadeiro jogo ininterrupto de dominação sexual.
