Há muito tempo clamo aos céus por um encontro arrebatador, que desperte paixão indelével, que promova um prazer incomensurável... que "trans-borde-me", fazendo derramar toda a seiva de minha feminilidade!
Marina havia me telefonado dia antes, perguntando se eu gostaria de passear com ela no domingo. Ela mais o marido Alexandre e um amigo, Marcus, faríamos um vôo panorâmico pela região. Isso se o tempo ajudasse, pois chove muito na primavera e o céu "não fica pra peixe, digo, pra piloto" nessa época. Aceitei o convite.
Marcus, Marcus... Esse nome ecoa em meu cérebro! Nome forte, portentoso, imperial! Quem seria? Marina havia dito que era uma pessoa interessante, com múltiplos talentos e que pilotaria o avião. O nome desse homem, por alguns instantes, fez-me regressar à adolescência - época das paixões platônicas que povoam o imaginário das mocinhas, as de família... e as outras, também. Rio sozinha.
Acordo neste domingo muito bem. Dirijo-me à janela: "céu de brigadeiro", exclamo! Reverencio a Vida.
Escolho meu melhor jeans. Visto uma camiseta branca, calço as botas que adoro, com meias de punhos curtos, bordadas delicadamente nas bordas. Óculos escuros e um batom completam o visual, apropriado e suficiente à ocasião.
Dez horas em ponto, Marina e Alexandre batem à porta. Tomamos um rápido café à paulista. (Que me perdõem os mineiros, mas café tem que ser forte!)
Partimos pro aeroporto. Sinto-me um pouco ansiosa e expectante.
O aeroporto daqui é pequeno, favorecendo uma vista ampla do estacionamento, hangar e área administrativa. Olho atenta ao redor, buscando em cada transeunte a figura que havia formado no imaginário.
Alexandre pega alguns apetrechos no carro e o tranca. Caminhamos até o hangar. Meu coração acelera.... converso comigo, procurando acalmar-me; afinal, o que havia de suspenso no ar que me deixava assim, ouriçada? "Um avião a decolar", respondo num diálogo interno...brincando e fazendo trocadilhos pra variar... "suspenso o avião, o suspense da situação..."
Próximo a um Cessna 310 azul, encontramos uma figura humana de estatura média, 1,70m mais ou menos, de boné, óculos escuros, nem gordo, nem magro, jaqueta de couro escondendo algumas partes do corpo que valorizo: o peito e os ombros; cabelos crescidos e algo desalinhados pela corrente de ar que atravessa o local. É Marcus, que acena ao nos ver e sorri.
Somos apresentados. Ele, pela naturalidade, aguardava a minha presença e parecia satisfeito. Um cumprimento enérgico. Eu diria: másculo! Uma fração de tempo suficiente pra sentir a maciez de sua mão e observá-la. Marcus tem as mãos muito bonitas. Outro breve diálogo interno se estabelece, inspirado agora pelas mãos desse homem: "ah... adoro mãos masculinas! Num composto, levam-me à loucura!"
Alexandre puxa Marcus pra perto de si e conversa algo. Marina concilia a situação, é atenciosa com todos. Sorrimos as duas, num quê de cumplicidade. Somos amigas íntimas, de longa data.
Marcus assume o comando da situação e convida a todos para subirmos a bordo. Meus amigos vão confortavelmente atrás. Sento-me ao lado do piloto e começo a analisá-lo minuciosamente. Minha condição é favorável. Afinal, é ele quem precisa se concentrar e conduzir essa coisa.... eu e meus amigos estamos absolutamente entregues ao deleite que o passeio promete. O comandante Marcus pede licença pelo rádio para decolar e o faz com habilidade, inquestionável segurança e controle da situação.
O avião atinge sua altura ideal e conversamos descompromissadamente. O céu está absolutamente azul, sem nuvens, como poucas vezes, em se tratando de céu mineiro nos dias de primavera.
Meus olhos entremeiam o horizonte e a figura bonita desse homem, talentoso mesmo; Marina não exagerara nem um pouco. Uma sensação de bem-estar e regozijo... de paz, inunda-me.
Repouso meus olhos nas mãos de Marcus. Mãos longas e musicais segurando o manche, manipulando senhorialmente os instrumentos do painel, como se tocasse um piano com maestria, com verdadeira paixão...cada movimento que faz arremessa-me à outra viagem: a que eu poderia fazer caso aquelas mãos pilotassem... o meu corpo! Qual miragem...
Ouço um barulho vindo de trás que desperta-me à realidade. É Alexandre abrindo uma caixinha de isopor e retirando uma garrafa de champanhe. Marina está segurando as taças.... "Ah... então eram esses os apetrechos que meu amigo havia retirado do carro naquela hora", exclamo internamente. Num movimento suave o champanhe é aberto. Alexandre é muito jeitoso e as três taças são servidas... Marcus não beberia nesse momento, é certo!
Trocamos olhares cúmplices novamente; meus amigos sorriem e eu agradeço mentalmente à vida, pela qualidade das pessoas que estão aqui comigo. Alguns comentários... um relaxamento provocado pela bebida, uma sonora gargalhada de Marcus decorrente de uma piada inteligente contada por Alexandre... tudo isso embriagando-me literalmente.
Sinto os meus pés um pouco apertados pelas botas e abaixo-me para afrouxar os cadarços, quando ouço Marcus sugerir que eu as tirasse, ficando mais à vontade. Aceno em concordância e tiro as botas, expondo as meias delicadas que visto.
Quando olho para meus amigos, vejo-os se beijando com tamanho gosto e intensidade que sugere-me uma imagem edênica... "deve ter sido assim que Adão e Eva perderam as cabeças", penso.
Marcus também percebe a cena e, trazendo minha atenção para si, toca-me suavemente, repousando a sua mão sobre minha coxa. Estremeço. Prendo o fôlego instintivamente. Ele se aproxima de mim, falando - quase encostando a boca no meu ouvido - que eu deveria observar o meu lado direito... lá no horizonte, a paisagem, as formas femininas esculpidas nas montanhas, as misturas das cores, os reflexos provocados pela incidência do sol nas águas de um rio caudaloso, como que pintado pelas mãos divinas, num quadro colossal!
(Se eu estremecera pelo toque de sua mão em minha coxa, instantes depois encontrava-me paralisada. Ao falar bem perto do ouvido, o hálito quente e gostoso de Marcus soprara os pelinhos do meu rosto... me despedaçara.)
Suspiro discretamente e, enlevada, me acomodo na poltrona.
Volto a olhar as mãos de Marcus. Ele sorri e pergunta se eu estou gostando. A despeito da maliciosa pergunta, respondo que o passeio está maravilhoso e continuo a observá-lo manipulando habilmente os pedais do leme e o manche.
(Desejo paralisar o tempo neste instante. Que delícia de viagem e de homem, que se revelava aos poucos.)
Atrás, Alexandre agora está ajoelhado, em frente à Marina, auxiliando-a baixar seu jeans. Congelo meu olhar na cena. Não posso evitar. Fico absolutamente extasiada com o que vejo. Sinto meu sexo pulsar.
Marina sorri safada, com a calça nos joelhos, deixando à mostra uma calcinha minúscula branca. Alexandre mexe nela. Retira-a delicadamente e mergulha sua boca no monte de Vênus de minha amiga. Ela fecha os olhos, desliza na poltrona, abre mais as pernas e deixa seu homem à vontade pra se encaixar e poder sugá-la com avidez... Ouvimos gemidos.
Marcus acompanha tudo através do seu imaginário - daquilo que é sugerido pelos sons que habitam a bordo, suponho. Ele, em nenhum momento, olha para eles. Não precisa. Atrai-me a atenção novamente, puxando minhas pernas para o seu colo. Meus pés ficam à sua disposição. Acaricia-os. Elogia minhas meias, brinca com elas, passando suavemente as suas mãos, pondo os dedos nas beiradas bordadas, ventilando enfiá-los dentro delas para sentir minha carne. Pressiona um pouco as mãos e fica respeitosamente limitado ao carinho nos meus pés. Brinca e eu deleito-me. Ele força lá meus pés contra seu membro teso. Percebo e correspondo, consentindo àquela singela masturbação.
Ouvimos mais gemidos de nossos amigos.
Marcus comenta que devemos deixá-los confortáveis na sua intimidade e conversamos bem baixinho...
Resolvo compartilhar - inspirada pelo clima deliciosamente erótico instalado na cabina - as minhas fantasias com o design da fuselagem do avião. Confesso meu grande (realmente) objeto de admiração: o avião!, um símbolo fálico intrigante. Digo-lhe que a mim parece um imenso pênis mesmo!, poderoso, absoluto, rasgando as entranhas dos céus...; violando os segredos das nuvens...; masturbando as estrelas, mesmo não podendo tocá-las... Ele acha curioso e pede que eu continue minha descrição. Percebe uma sensibilidade ao tema e colabora dando mais informações.
Somada aos sons vindos de trás - do prazer de nosso casal de amigos - a conversa fica inebriante.
Marcus pede licença e conversa rapidamente pelo rádio, em inglês. Entendo pouco e não dou muita atenção.
Sobrevoamos mais montanhas, rios e um horizonte de beleza inigualável, típica do planalto e duma área de mata atlântica preservada.
Um gozo real e etéreo aproxima-se de todos. Marina exclama um ai de causar inveja. Arrepio-me.
Quando olho meus amigos, Alexandre está em seu lugar e Marina recupera a compostura.
Marcus avisa que é hora de afivelar os cintos porque vamos pousar. Intercala uma conversa em português e inglês com alguém pelo rádio... quando fala em inglês, percebo algo malicioso em seu tom de voz. Entretanto, atribuo minha percepção mais ao momento que vivemos, do que ao entendimento da conversa. E vejo-o sorrir um sorriso de menino travesso.
O trem de pouso atinge o solo seguro.
Alexandre e Marina se despedem. Ela me confidencia que estou entregue em boas mãos. Concordo! E respondo que podem ir em paz porque ficarei bem, com certeza. Nutrimos um carinho mútuo. Nos beijamos e eles se vão.
Marcus convida-me para ver um outro avião, guardado na oficina dentro de um galpão, ao lado do hangar. Entramos. Um rapaz acena com a cabeça para ele e sai estrategicamente. Fecha o grande portão. Ficamos a sós.
Quando dou conta da situação, estou à frente de um outro Cessna king Air, branco, moderno, maior que aquele que voamos, reluzente, com uma plataforma sobre uns andaimes, dando acesso ao "bico" do avião.
Subimos. Marcus pergunta como me sinto perante a "cabeça" do monstruoso pênis... e sorri. Começo a entender sua conversa em inglês pelo rádio... Safado, decerto passando instruções para a montagem desse cenário, ao qual fazemos parte agora.
Toco o metal reluzente do "nariz" do avião.
(O passeio, a figura humana de Marcus, suas mãos em particular, o champanhe, os sons de prazer emitidos pelo casal, os toques sutis do piloto em meus pés, enfim, deixaram-me absolutamente excitada.)
Marcus sugere que eu tire a roupa. Reluto. Ele se aproxima e me beija suavemente. Rendo-me. Sua boca suga meus lábios revelando um desejo escomunal... Não precisava dizer. A situação o deixara ardente de tesão. Desabotoou meu jeans e despiu-me completamente.
Como se uma conspiração de querubins safados tivessem arquitetado o cenário, tudo estava à mão. Marcus pega uma pequena almofada, deixada ali num canto da plataforma por um serviçal de confiança, vira-me, conduzindo-me à "cabeça" do avião, colocando a almofada entre a extremidade pontuda da fuselagem e meu púbis e comentando baixinho que eu poderia deleitar-me, me masturbando com o portentoso pênis, se quisesse.
Encosta atrás de mim. Sinto como se fosse um delicioso recheio dum sanduíche, entre um onanismo - o avião - e um homem adorável falando ao meu ouvido palavras obscenas.
Acaricia meu corpo por inteiro, elevando minhas mãos para o alto. Segura firmemente meus pulsos e me beija muito, lambendo a nuca. Perco o controle sobre mim... consinto que o ritual siga seu curso, pilotado pelas mãos e mente habilidosos de Marcus.
Eu estou ali, nua em pêlo, pulsos seguros pelas mãos do desejo verdadeiramente personificado, os braços elevados, masturbando-me numa macia almofada; à frente, sentindo o frio do metal em contato com o meu corpo inteiro, atrás, o calor do corpo teso de Marcus, que me ampara e delicadamente se movimenta ritmado.
Penso numa dupla penetração: etérea e real... O imaginário e a realidade fundindo-se num resultado perfeito! Aquele pênis gigantesco rasgando as entranhas de minh'alma... um desejo maior, então, arrebata-me.
Peço, não, imploro que Marcus coma o meu rabo. Ondas de prazer entorpecem-me e roço-me mais e mais na almofada. Sinto o membro teso de Marcus já exposto forçando minha bundinha.
Suas mãos acariciam-me e me abrem jeitosamente. Entremeio aos beijos molhados, noto - aquele que se tornara meu parceiro - ajoelhar para me lubrificar, acariciando meu ânus com a sua língua, chupando... Mais alguns comentários deliciosos, um "minha gulosa puta" cochichado e a penetração da cabeça de seu falo em mim... ai!
Energicamente, Marcus força mais um pouco até que o seu pau caiba inteiro. Facilito o movimento abaixando-me um pouco.
Segura pela cintura, sou possuída pelo macho, masturbada pelo objeto de admiração e encontro-me transbordante de prazer. Reclamo dengosamente de dor... Marcus ignora e começa um balé com vaivém firme, resoluto, metendo mais e mais...
Já não distingo a dor do prazer... seguro firme na lataria com as mãos espalmadas.... gemo. Marcus delira. Peço que meta mais. Nossos suores se misturam, ele acelera os movimentos até que um sonoro e melodioso berro resultante dos orgasmos invade as dependências do galpão e ecoa o sinal de prazer para fora de recinto.
Sinto o líquido quente escorrer pelas minhas coxas. Dois corações no limite das batidas pedindo clemência. Marcus permanece mergulhado em mim e eu no avião, sabe-se lá por quanto tempo... uma eternidade!
Devidamente relaxados resolvemos nos desatracar. Recompomo-nos e saímos abraçados da oficina como duas crianças que acabam de fazer uma traquinagem.
Vamos pra casa agora, pra minha cama, certamente, com vontade de repetir a dose na horizontal.