No Verão de 1432

No verão de 1432, os campos da Borgonha estavam verdes e dourados.... As pastagens e os trigais agradeciam agora as chuvas tépidas e o sol morno da primavera....

Para os servos do feudo, entretanto, isso significava um trabalho extra... uma colheita dobrada. O dia começava muito cedo, ordenhando as vacas, e prosseguia sob o sol a pino ceifando o trigo, e pastoreando os rebanhos. A comida era escassa, e à noite, o sono chegava rápido e pesado para quem não tinha nada a esperar além de mais um dia de labuta.

Tinha 14 anos, idade em que já deveria estar me casando, e no entanto permanecia só. Para me unir a um camponês como eu, precisaria da permissão do senhor, e esta não chegava nunca.... Só compreendi perfeitamente o porquê disso quando recebi sua visita numa dessas noites quentes e vazias. Dormia num grande paiol junto a algumas primas ...

Ele chegou bem tarde, e mandou-as se levantarem e saírem de lá. Tive muito medo ao ficar a sós com ele, sabia que ele poderia tudo e ao mesmo tempo que ninguém poderia interferir no que fizesse, a não ser sua mulher, a senhora do castelo.

Com seu gênio forte e seu caráter autoritário, era ela a figura mais poderosa... mas deveria estar dormindo profundamente a essa hora.... Como era minha primeira vez, não sabia bem o que ele queria. Ele teve que me instruir a cada passo, mas isso não o irritou, pelo contrário. Parece que tinha uma predileção por virgens, dóceis e um pouco assustadas... Era um homem muito vigoroso e incisivo, mas não destituído de carinho. Confesso que a experiência não foi desagradável.

No dia seguinte, entretanto, acordei com o maior rebuliço... Pelo que tinha ouvido falar, a senhora havia notado a ausência do marido durante a noite, e, muito ciumenta, estava empenhada em saber quem ele tinha ido visitar. Como ele se recusasse a revelar meu nome, ela começou a interrogar os servos, e uma prima, mais fraca e temerosa, acabou por me delatar.

A tarde, fui chamada ao pátio principal do castelo... Ela já havia preparado a pena que julgou necessária para nosso crime... Tiraram minha roupa e me amarraram a um poste de madeira... Tinha consciência de que todos os habitantes do feudo estavam lá, com um misto de excitação e curiosidade...

A senhora se aproximou de mim com um chicote (na verdade um chicote mágico, que batia sem doer nem machucar... risos) e, mostrou-o ... era fino, de couro preto, com uma empunhadura grossa também de couro. E me disse: "Agora vai receber um castigo por enfeitiçar o senhor contra mim..."... Aí introduziu rápida e inesperadamente o cabo do chicote em mim....

Ouvi risos da platéia e me senti invadida.... Aí escutei: "Ela é toda sua, Henri.."... e vi que quem iria me punir era de fato o senhor... a mando dela...

Antes de perder os sentidos, só conseguia ouvir a voz dela contando... 24, 25... e a dele, "chega... já é suficiente.."

À noite, recolhida em meu monte de feno e pensando o que seria de mim, percebi que alguém se aproximava novamente.... Era meu senhor .. Queria se justificar, e me fazer carinho, e cuidar de mim, segundo ele.... Estava incrivelmente excitado.... E ao fazer sexo comigo, parecia que ia ter uma convulsão...

Foi assim que começou tudo de novo... Nossa relação de sexo intensa e viciosa ....Através dos tempos....


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