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Seção A R T I G O S
188: Conhecendo Um pouco da História da Humanidade
Janeiro de 2009Fonte:
Blog do Mestre Yago: visitantes |
| Eu e as maledetas fotos do Orkut | |
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Procurando na net um pouco de arte fetichista pro meu Orkut, me dei conta que muitos não tem idéia de como nossos fetiches foram se formando e se desenvolvendo junto com a história da humanidade e, consequentemente, tem dificuldade de entender e aceitar seus instintos, principalmente por que não consegue perceber que eles são estimulados pela sociedade desde que você era muito pequenininho. Então vamos dar uma pausa na série WWW (mas que volta com MSN e segurança) para saber um pouco mais. Um aviso. Vou colocar um freio nos meus dedinhos pra isso não ficar longo e chato. Vou tentar ser raso como pede a net. Porém, vou apontar para sites onde você pode (deve) se aprofundar nos tópicos mencionados, basta clicar no que tiver em verdinho. |
Breve História da origem da dominação.
O homem que domina o homem (ou a mulher).
Um carinha chamado Friedrich Engels (filósofo alemão - 1820 a 1895) escreveu um tratado chamado A Origem Da Família, Da Propriedade Privada E Do Estado que nos explica assim:
Num período da humanidade em que o homem ainda era nômade (sua sobrevivência estava vinculada a caça, atividade masculina) e não existia propriedade, também não havia relações monogâmicas. Nos grupos, relações sexuais entre pais e filhas, irmãs e irmãos e outros tipos de consangüinidades eram freqüentes e resultavam no nascimento de humanos defeituosos que eram um fardo e enfraqueciam o grupo.
Com o passar do tempo e a observação de que esse fenômeno não ocorria em determinadas circunstâncias, foram sendo adotados, uma espécie de, cortes de linhagem, que evolui até a seguinte forma:
O homem saia de seu grupo, para ir fazer sexo com a mulher de outro grupo (evitando o contato com a irmã) e de preferência de idade similar a dele (evitando a filha). Isso de certa forma funcionava, pois o homem voltava ao seu grupo de origem e os filhos nascidos desse contato, ficavam com a mãe e seu grupo.
Ou seja. A maternidade era conhecida, porém (e isso vai ser importante) a paternidade não tinha importância e era assumida pelo grupo.
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Segundo Engels esse foi o auge da supremacia feminina (feministas e Dommes dando pulinhos), pois a mulher era responsável pela origem da vida e descendência do grupo. Essa festa matriarcal, durou até o dia que o homem (responsável pela caça) descobriu que ao invés de caçar os animaizinhos, podia fazer um cercado e tacar os bichos pra crescerem lá.
Pronto! Estabeleceu-se a primeira propriedade. |
Como resolver isso?
Simples: Para garantir sua linhagem e a origem dos seus herdeiros, o homem catou dois bois, foi até o outro grupo e “comprou” uma mulher. Que assim como a terra que cercou, os bichos que criou, passou a ser propriedade dele. É assim que surge Dono e propriedade. Sociedade patriarcal, casamento e monogamia. |
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Simbologia – casamento Ritual de Posse | |
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Portanto, não se iluda romântica baunilha. A monogamia, a fidelidade conjugal, não é uma conquista feminina, mas sim uma imposição masculina de garantia de hereditariedade. O casamento como conhecemos ainda hoje, nada mais é que uma liturgia de consagração do direito de posse. |
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E as alianças, que se fundem aos dedos com o passar dos anos, é a marca na mulher que a mercadoria tem dono. Já no homem, o sinal de que aquela que se aproximar dele, não terá nenhum direito a seus bens, apenas o de servi-lo sexualmente. | |
Sexualidade na Grécia e Roma antigas x Sexualidade Cristã – origem do tabu?
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Evoluindo e chegamos na Grécia (surge em 776 A.C.) e em Roma (753 A.C.). Com o advento da propriedade, diferente do que acreditamos hoje, o trabalho não enobrecia o homem, mas sim o desmoralizava. O trabalho era coisa de quem não tinha competência pra ter bens, estrangeiros, ou para escravos que eram arrebanhados aos montes nas aventuras militares. A mulher ainda ficava abaixo desses. Não havia mulher livre. A não escrava, tida como livre, ou pertencia ao pai, ou ao marido, ou a um filho. A lei obrigava ela ter um Guardião (kurios), um homem com autoridade sobre ela. |
Porém, a vida sexual tanto na Grécia como em Roma, em todas as camadas, era muito intensa (guardado os interesses de hereditariedade). O sexo era visto como algo saudável e natural. Nessa época, muito diferente de hoje, não se falava de sexo, se fazia sexo. Nenhum casal seria preso ou importunado se visto fazendo sexo em praça pública.
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Havia banhos públicos, culto a beleza do nu nas artes e as aventuras sexuais dos Deuses na mitologia.
Não havia o conceito de Homossexualismo ou bi-sexualismo. O homem grego livre e adulto era o topo da cadeia alimentar, o dominador. A esposa tinha a função sexual de garantir a hereditariedade, depois havia os escravos(as), as prostitutas e os adolescentes. Era função do homem adulto, iniciar o jovem (livre) na vida sexual. O adulto era o ativo e o jovem o passivo. O jovem passivo, hoje dominado, seria o adulto dominador amanhã. Essa relação era vista como a do mestre e seu discípulo. | ![]() |
A Festa Acaba Aqui
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Apesar de um tal de Michel Foucault (filósofo –1926 a 1984), dizer que o tabu não tem início com o Cristianismo (Tabu nada mais é que: moral sexual monogâmica, pregando que o prazer sexual é degradante e tem função unicamente reprodutiva), ele também afirma que foi a religião cristã que trouxe novas técnicas de repressão e controle dessa moral sexual. |
E qual o objetivo dessa repressão?
A centralização de muito poder nas mãos de poucos. O cristianismo administra como ninguém o poder da Sexualidade. Ou seja, Sexualidade é poder. A força central do cristianismo era um marketing agressivo na divulgação de um profundo ascetismo (purificação do corpo, para purificação da alma), uma intensa hostilidade pela sexualidade humana, a qual trouxe para a humanidade um ideal de amor altruísta e não-sexual. A abstinência sexual era considerada o ideal moral. Difunde-se a culpa moral e o pecado sexual. |
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O Surgimento do Lorde Se você pensa que a submissão feminina diminuiu com o cristianismo, ledo engano. As mulheres perderam os poucos direitos legais que haviam adquirido com os romanos e foi institucionalizado por leis e pela igreja, que deviam ser completamente submissas ao homem. O papel da mulher não é nada diferente: servir sexualmente ao homem, procriar e cuidar da casa. |
É importante entender que o pensamento cristão atinge seu auge na idade média e que acoplado a essa maciça repressão sexual, vem embutido a difusão de ideais de relações servo-contratuais, ou seja, o sujeito deixa de ser escravo roubado, para ser escravo remunerado (vassalo). E esse sistema sexual e de exploração humana se difundiu, se espalhou e se aprimorou. Sobreviveu e se adaptou a mudança dos tempos. Mas está aí, vigente até os dias de hoje. Portanto, antes de eu entrar no campo do fetiche aceito pela sociedade atual, conclua uma coisa. A relação Dominador e dominado é vivida por nós e por nossos antepassados ha muito tempo. |
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E não estamos falando de uma relação consensual, estamos falando de uma instituição social que é a base de sustentação de toda nossa sociedade. Existe o que tem o poder e o que serve ao poder. O que paga e o que recebe. O que manda e o que obedece. O que serve e o que é servido...
Na continuação eu explico o reflexo disso e o meu ponto de vista sobre as relações atuais e porque acredito que o BDSM consentido, vai na contra mão disso tudo.
(continua...)

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