Seção A R T I G O S
178:   Conheça os dez tipos de libido

Abril de 2008

Transcrito, sem autorização, de:
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2008/04/25/
conheca_os_dez_tipos_de_libido_descubra_de_que_forma_se_manifesta_seu_desejo-427066599.asp

Especialista em desejo sexual, a sexóloga australiana Sandra Pertot, colunista das revistas Woman's Day e Penthouse há quase duas décadas, defende que o sexo só é bom quando o casal consegue expressar e satisfazer seus desejos.

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Conheça os dez tipos de libido

A terapeuta sexual australiana Sandra Pertot, autora do recém-lançado "Os 10 tipos de libido" (ed. Matrix), enumerou os tipos de libido mais comuns entre as pessoas. Tanto nas mulheres quanto nos homens, as libidos sensual e erótica costumam ser predominantes.

Sensual

Para o tipo sensual, o sexo é parte importante do relacionamento. Ver que o parceiro está satisfeito na cama aumenta seu prazer, e o orgasmo não costuma ser o mais importante. O sexo é expressão do vínculo emocional e uma maneira de reforçar seus sentimentos pela pessoa amada.

Erótica

Para eles, o sexo é quase um hobby. Este tipo gosta de leituras eróticas, brinquedinhos sexuais e adora novas experiências na cama. As transas intensas são importantes para a manutenção do relacionamento. Adoram se sentir desejados e costumam investir em práticas como o suingue e o sexo a três.

Dependente

O tipo dependente não lida bem com a falta de sexo. Como as relações sexuais são uma forma de aliviar a ansiedade, podem colocar uma pressão desnecessária no parceiro, principalmente se este não tem um nível de desejo compatível com o seu.

Reativa

Quem se enquadra no tipo reativo não costuma pensar em sexo se não estiver em uma relação, e a vida sexual acaba sendo ditada pelo ritmo do outro. Valorizam mais o envolvimento emocional.

"Por direito"

Costumam achar que sua visão do sexo é a 'correta' e não precisam de muita variedade para se sentirem satisfeitos. Podem colocar uma pressão desnecessária no parceiro por terem idéias fantasiosas do que outros casais fazem na cama.

Viciosa

Quem tem este tipo de libido precisa de novos parceiros para se sentir valorizado. Podem, inclusive, valorizar uma relação estável e 'pular a cerca' de vez em quando. Costumam perder o interesse pelo outro depois da relação sexual.

Estressada

O tipo estressado costuma estar passando por um momento de falta de confiança em suas habilidades sexuais. Tem medo de não conseguir satisfazer o parceiro e se cobra quando passa por fases de pouco desejo.

Desinteressada

Caracteriza as pessoas que não sentem falta do sexo, mas têm dificuldades para assumir essa faceta. Costumam ter relações sexuais para agradar o parceiro. Geralmente, são pessoas que nascem com baixa libido.

Desconectada

Neste tipo, o sexo deixa de ser prioridade. Em circunstâncias ideais, valorizam o sexo, mas basta aparecer cobranças excessivas para esquecer do prazer sexual.

Compulsiva

Neste caso, o sexo não costuma estar ligado a sentimentos. As relações sexuais , em geral, são alimentadas por estados de ansiedade e tensão emocional. Costumam ter certos fetiches e sentem dificuldade de excitação se eles não forem satisfeitos.


Conheça os tipos e descubra como se manifestam seus desejos sexuais

Autora do recém-lançado "Os 10 tipos de libido" (ed. Matrix),
Sandra acredita que descobrir como se manifesta o seu desejo
é a melhor forma de ter uma vida sexual rica e gratificante.
Em entrevista ao Globo Online,
ela falou sobre como os casais podem melhorar a sintonia na cama.

Maria Vianna, O Globo Online - Quando o assunto é desejo, quais as reclamações mais freqüentes das mulheres?

Sandra Pertot - Elas querem que os homens entendam que as preliminares começam com elogios e carinho. As mulheres querem ser tratadas com respeito e com gentileza. Para elas, a intimidade é essencial para a boa transa. O desejo delas nasce da conexão emocional, a intimidade física é fortalecida pelo sentimento de compromisso e de cumplicidade.

M.V. - O que mais influencia o desejo?

S.P. - A libido é influenciada por uma série de fatores como a predisposição genética, a personalidade, o tipo de criação, as influências culturais e o estresse. É por isso que as formas de expressar a sexualidade são tão diversas e complexas.

M.V. - Quais as principais diferenças entre a libido feminina e a masculina?

S.P. - As mulheres são mais ligadas à sensualidade. O desejo delas nasce da conexão emocional, a intimidade física é fortalecida pelo sentimento de compromisso e de cumplicidade. Elas também são mais afetadas pelos altos e baixos da relação. Quando os problemas estão incomodando demais, elas costumam evitar o sexo. Já os homens são o contrário: sexo é o que leva à intimidade.

M.V. - O que corta o desejo da mulher?

S.P.- Por incrível que pareça, muitas mulheres começam a ficar estressadas ou desinteressadas quando o tempo da relação sexual começa a se prolongar. Homens, uma dica para vocês: quando a penetração começa a durar muito tempo, a maioria das mulheres sente dor ou um certo incômodo, ou seja, não adianta muito tentar manter a ereção por horas...

M.V. - A incompatibilidade sexual pode colocar uma relação a perder?

S.P. - Sim, se o casal não encontrar o meio termo. Se a mulher quer sexo uma vez por mês e seu marido gosta de sete vezes por semana, vai ser difícil chegar a um acordo. O mesmo acontece quando um ama e o outro odeia sexo oral, por exemplo. Vão existir relacionamentos onde um acordo vai ser praticamente impossível. Mas isso costuma ser mais raro.

M.V. - Qual deve ser a importância do sexo em um relacionamento?

S.P. - Isso varia de casal para casal, é claro. Se o homem e a mulher estiverem satisfazendo seus desejos e se sentirem felizes naquele momento, é isso que importa. O problema é que muitos casais acabam focando pouco ou muito na relação sexual em si, o que leva a vários atritos.

M.V. - Quais dicas você daria para casais que querem melhorar sua vida sexual?

S.P. - Infelizmente, não existe uma receita de bolo, mas a melhor forma de melhorar o sexo é entender sua sexualidade e prestar atenção nas necessidades do parceiro. Evite julgamentos do tipo 'ele é egoísta' ou 'ela é frígida', que criam raiva e ressentimento. Converse com franqueza, seja generoso e faça um esforço para agradar o (a) amado(a).

 


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