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Todos traem, todos sabem, todos negam, todos fingem que acreditam. E assim caminha a Humanidade, aos trancos e barrancos, em direção a um nível maior de lucidez e de honestidade que deve estar em algum lugar lá no fim do túnel. |
Seção A R T I G O S
160: Alternativas de relacionamento.
Reproduzindo, sem autorização, um texto de DeRose, Agosto de 2007 visitantes |
Você poderá salva-lo no seu computador, para futura leitura. Abaixo um extrato, contendo o texto sobre o casamento. A FELICIDADE
Felicidade ou infelicidade são efeitos ilusórios de causas relativas à condição anterior.
Basta ver alguém chorando e poderemos apostar que a pessoa em questão está nesse lamentável estado emocional justamente por causa de quem deveria ser a fonte da sua felicidade. Então, há algo errado aí. Há algo equivocado no conceito de relacionamento afetivo. Tudo o que buscamos é a felicidade. No entanto, nada pode ser mais contrário à felicidade que os constantes embates entre parceiros afetivos, os quais se verificam em praticamente todos os relacionamentos. As rusgas entre amantes, namorados ou cônjuges estão entre os conflitos que mais geram desgastes vitais. Se você tiver um desentendimento com um amigo ou colega de trabalho, poderá ficar aborrecido, decepcionado, revoltado. Mas não se sentirá tão miserável, abandonado, solitário e carente quanto se esse desentendimento tivesse sido com a pessoa que você ama. O fator que mais compromete o desempenho profissional e destrói carreiras, o que mais causa câncer, úlceras e enfartes, o que mais induz cidadãos pacatos à criminalidade passional, são as brigas de casais. Será que conseguiremos uma fórmula que atenue esse panorama? Ainda que não fosse uma receita infalível, mas que apenas amenizasse nosso desespero, já seria justificável que fizéssemos uma tentativa. Parece-nos que o componente mais dramático do relacionamento afetivo é o cerceamento da liberdade. Não é à toa que o termo esposa em espanhol significa algemas. Contudo, não é só o homem que se sente algemado pelo enlace afetivo. A mulher é até mais vitimada pelas convenções sociais, afinal, vivemos numa sociedade patriarcal, que se caracteriza pela restrição da liberdade. É preciso que preservemos a liberdade, o nosso bem mais precioso. Entretanto, parece estar implícito que para nos relacionarmos afetivamente com alguém, precisaremos abrir mão da nossa liberdade. Isso não está certo.
Mas, como usufruir da nossa liberdade sem magoar o outro?
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