Seção A R T I G O S

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O caso Natacha Kampusch

Outubro de 2006.



O caso Natacha Kampusch

Embora tenha sido um caso obviamente não-consensual, retrato aqui relatos obtidos na mídia que podem dar a impressão que a moça, no final das contas, desenvolvou a Síndrome de Estocolmo e aceitou a sua condição, nela até colaborando am algumas poucas ocasiões.

Seqüestrador teria feito vídeos pornôs com Natascha

Wolfgang Priklopil, o seqüestrador que manteve Natascha Kampusch presa por oito anos, teria obrigado a jovem a gravar vídeos pornográficos com conteúdo sadomasoquista para serem depois vendidos, de acordo com o jornal Stern. A polícia fez buscas na casa de um amigo de Priklopil, onde teria achado as imagens no computador.

Nos vídeos, pode-se ver a jovem humilhada enquanto é golpeada. Natascha aparece algemada e vários atores participam de "cruéis jogos sexuais", de acordo com a revista.

"No momento tentamos reconstruir os dados que foram apagados dos discos rígidos, mas é provável que Priklopil tenha gravado as cenas para ganhar dinheiro", disse a polícia, que ainda não encerrou as investigações.

O jornal Stern sustenta que as imagens não foram feitas na casa do seqüestrador e que a jovem era sempre humilhada, golpeada e amarrada. Não é a primeira vez que a revista, de Hamburgo, revela detalhes sobre o cativeiro da jovem. A publicação foi a primeira a descobrir que Natascha passou uma semana em um centro de esqui, fato mais tarde confirmado pela garota.

Além disso, a publicação sugeriu que a mãe de Natascha estaria envolvida no seqüestro. Anne Liese Glaser, uma vizinha da família Kampusch, jura ter visto Priklopil bebendo com os pais de Natascha antes do seqüestro.

Natascha conta a história de seu seqüestro

Em meio a uma grande expectativa da mídia, a jovem austríaca Natascha Kampusch deu hoje sua primeira entrevista, na qual revelou alguns aspectos do seqüestro no qual foi mantida em cativeiro por mais de oito anos, em um pequeno calabouço subterrâneo nos arredores de Viena.

Vestida de forma moderna e com um lenço violeta na cabeça, Natascha falou durante quase 40 minutos com o jornalista da rede de televisão ORF Christoph Feurstein, que acompanhou seu caso durante os oito anos em que esteve desaparecida.

"Me sinto bem, dadas as circunstâncias. O que mais faço é tentar relaxar, recuperar-me do estresse da fuga", disse ela.

Em um alemão muito eloqüente, levando-se em conta que passou quase a metade de sua vida isolada do mundo exterior, Natascha contou os detalhes de sua captura, de sua vida cotidiana, das primeiras tentativas de fuga e de seus planos para o futuro.

Entre estes planos está o de criar uma fundação para ajudar outras pessoas que tenham passado por situações como a sua, como por exemplo as mulheres seqüestradas no México.

"Há uma região onde muitas mulheres são seqüestradas antes ou depois de irem ao trabalho e depois são maltratadas e assassinadas.

Quero usar o dinheiro para combater esses crimes", disse em clara referência aos crimes de Ciudad Juárez, no norte do México.

A jovem de 18 anos disse que, desde que foi raptada, em 2 de março de 1998, sentia que era mais forte do que seu seqüestrador, o técnico em eletrônica Wolfgang Priklopil, que se suicidou após a fuga de Natascha, em 23 de agosto.

"Wolfgang tinha uma personalidade muito instável", disse ela.

Natascha assegurou não ter sentido medo, pois seu seqüestrador lhe disse que, caso seus pais pagassem um resgate, ela poderia voltar para casa imediatamente.

"Tinha certeza de que ele ia me matar, e por isso pensei que o melhor seria usar os últimos minutos ou horas da minha vida para tentar fugir ou falar com ele", afirmou.

"No início, tinha certeza de que a Polícia ia me encontrar, e que tudo ia terminar bem", disse.

Mas a realidade foi que Priklopil não a deixou sair do esconderijo subterrâneo, de seis metros quadrados, por seis meses.

Só então permitiu que subisse para tomar um banho.

"No início estava desesperada e muito furiosa, com raiva por não ter trocado de calçada (quando viu o automóvel de Priklopil na manhã de seu seqüestro) ou por não ter ido à escola com minha mãe", disse.

"Acho que se Prikolpil não tivesse me deixado subir à casa, teria enlouquecido", disse a jovem.

Natascha explicou que, durante os dois primeiros anos, sua única fonte de informação eram revistas semanais, até o seqüestrador lhe permitir escutar rádio.

Desta forma se informou sobre o mundo exterior e também recebeu notícias sobre as buscas realizadas pela polícia.

Ela contou como obrigou seu seqüestrador a celebrar Natais e outras festividades.

"Ele me trazia presentes. Porque as outras crianças podiam comprar coisas. Eu não podia comprar nada lá dentro. Aparentemente, ele achava que desta forma podia me equiparar com as pessoas de fora", ressaltou Natascha.

Ela disse que nunca se sentiu só, já que carregava em seu coração a família e as lembranças felizes. "Jurei que cresceria, e seria mais forte para poder me libertar", lembrou.

Esse dia chegou em 23 de agosto, quando Kampusch notou que Priklopil, distraído com uma ligação telefônica, se afastava enquanto ela passava o aspirador de pó pelo automóvel.

"É agora ou nunca", pensou ela, antes de fugir para uma casa vizinha em busca de auxílio.

"Ao longo dos oito anos, sempre pensava nas coisas que estava perdendo, como um namorado", disse.

Na última etapa do seqüestro, Priklopil saía às ruas com sua vítima, mas a mantinha calada sob a ameaça de matar qualquer pessoa com quem ela tentasse entrar em contato.

Sobre seus sonhos para o futuro, Natascha disse que deseja fazer um cruzeiro junto com sua família, além de realizar uma viagem de fim de ano, se conseguir terminar o colégio.

Mais de 120 canais de televisão de todo o mundo pediram para transmitir ao menos uma parte do que na Áustria já vem sendo chamado de a entrevista do ano.

Austríaca raptada faturou 1 mi de euros com entrevistas

A garota austríaca Natascha Kampusch, que ficou oito anos seqüestrada em uma sala subterrânea, já recebeu mais de 1 milhão de euros só com entrevistas, de acordo com o Bom Dia Brasil. O pai da menina também fala com freqüência à imprensa, cobrando sempre.

Natascha tem assessor de mídia e ela mesma escolheu a revista e o jornal para os quais daria entrevista. De acordo com o Bom Dia Brasil, ela também teria escolhido quais perguntas responder em sua entrevista à televisão e deixou claro que não vai falar sobre abuso sexual.

A jovem diz que o dinheiro arrecadado não será só para ela. Natascha tem um projeto para criar uma fundação para ajudar mulheres seqüestradas ou estupradas, além de querer combater a fome na África, assunto no qual ela se diz bastante experiente.

Austríaca que passou anos em cativeiro esquiou com sequestrador

A austríaca Natascha Kampusch foi esquiar com o sequestrador que a manteve presa durante oito anos, mas não teve chance de escapar durante a viagem, disseram seus dois advogados nesta sexta-feira.

Wolfgang Priklopil capturou Natascha quando ela era uma criança e ia para a escola, em 1998. Ele a manteve presa em um porão sem janela, embaixo de sua garagem, até que ela conseguiu escapar no mês passado, já tendo completado 18 anos. Depois da fuga, Priklopil cometeu suicídio pulando à frente de um trem.

Natascha Kampusch contou à polícia ter esquiado com Priklopil, disse o advogado Gabriel Ganzger à agência Austria Press. "Mas nenhuma chance de escapar se apresentou durante a viagem. Ele disse a ela que mataria qualquer pessoa de quem ela se aproximasse".

A agência disse que naquele dia, quando Kampusch teve que usar o banheiro, Priklopil vigiou a porta. Ela encontrou uma mulher no banheiro, mas não pôde se comunicar com ela porque se tratava de uma turista que não falava alemão, relatou a agência.

Outro advogado, Gabriel Lansky, disse que o público não soube da viagem antes "porque havia temores de que isso pudesse minimizar a importância do sequestro". A viagem poderia sugerir que Kampusch gostava de ficar com seu sequestrador.

Kampusch disse em uma entrevista, na quarta-feira, que se recupera bem do sequestro e está pronta para enfrentar o mundo. Ela está em um hospital de Viena, protegida de repórteres e recebendo tratamento de médicos e psiquiatras.

Natascha Kampusch foi notícia no mundo inteiro na semana passada, ao descrever os anos de fome, solidão e desespero em sua primeira entrevista na televisão. Ela usava um lenço na cabeça para disfarçar parcialmente seu visual, caso ela queira mudá-lo no futuro e evitar ser reconhecida.


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