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Seção A R T I G O S
Publicada no grupo de discussão BDSM_BH. visitantes |
É impressionante, nos dias de hoje, quando visitamos o Palácio de Versailles, em Paris e observamos que o suntuoso palácio não tem banheiros. Na Idade Média, não existiam os dentifrícios, muito meno escovas de dentes ou perfumes, desodorantes muito menos e papel higiênico, nem pensar... As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio...
No palácio as cozinhas conseguiam fazer alimentação para festas de 1.500 pessoas, sem a mínima higiene que hoje consideramos imprescindíveis. O cheiro era camuflado pelo abanador. Os nobres eram os únicos que podiam ter súditos que os abanavam, para espalhar o mau cheiro que o corpo e suas bocas exalavam com o mau hálito, além de ser uma forma de espantar os insetos.
Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos que na época não eram só contemplados, mas "usados" com vaso sanitários nas famosas baladas promovidas pela monarquia (não existia banheiro). Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water"; ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...
Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros - se aquecerem. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs". Está chovendo gatos e cachorros. Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos.
Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro cadáver. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão essa por nós usada até os dias atuais. O que será que irão dizer de nós no ano de 2.400??? Marcia
É verdade ! Os castelos mais antigos não tinham banheiros e as necessidades eram feitas pelas janelas... Nas casa das vilas, as necessidades eram feitas bem ao lado da porta de casa, tudo a céu aberto. O progresso, nesse sentido, ocorreu com o desenvolvimento de um fosso para os castelos. Era um fosso parecido com os de elevadores de hoje em dia. Os nobres faziam suas necessidades sentando-se numa abertura para o fosso e (pasmem ! ) lá embaixo tinha um pobre plebeu que era encarregado de recolher tudo com uma pá !!
Banho no período feudal ??? Nem pensar !! Fernando Henrique conta que na época em que morava em Paris, podia saber quem estava chegando no local alguns minutos antes, justamente pelo odor do perfume que usava, pois ninguém tomava banho regularmente. BORG
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